Ciências

Exercício de Genética e Zoologia

 
Interação Gênica e Herança Quantitativa - Exercícios resolvidos

Informações para as questões 1 e 2

Em galinhas, o tipo de crista é um caso de interação gênica em que temos:



GENÓTIPOS


FENÓTIPOS

R-ee


Rosa

rrE-


Ervilha

R-E-


Noz

rree


Simples



01. Em 80 descendentes, qual será o esperado para o seguinte cruzamento: Rree X rrEe?



RESOLUÇÃO: 20 noz; 20 rosa; 20 ervilha; 20 simples



02. Um galo de crista noz, cruzado com uma galinha crista rosa, produziu a seguinte geração: 3/8 noz, 3/8 rosa, 1/ 8 ervilha e 1/8 simples. Quais os genótipos dos pais?



RESOLUÇÃO: RrEe X Rree



03. Na galinhas, um gene C produz plumagem colorida, enquanto o alelo c condiciona plumagem branca. O gene C é inibido na presença do gene I, produzindo-se então plumagem branca.





Uma galinha branca, cruzada com macho colorido número 1, produz 100% de descendentes coloridos.

A mesma galinha, cruzada com um macho número 2, também colorido, produz 50% de descendentes

coloridos e 50% de descendentes brancos. Quais são os genótipos da galinha e dos dois galos?



RESOLUÇÃO: Galinha iicc; macho 2 iiCc


Informação para as questões 4 e 5
Em ratos, a coloração da pelagem é determinada por dois genes, C e A, e seus respectivos recessivos, c e a. O gene c em dose dupla tem efeito epistático, inibindo a ação dos genes produtores de pigmento e determinando a formação de albinos. Neste tipo de herança encontramos os seguintes genótipos e fenótipos, colocando-se entre parênteses o gene que pode ser indiferentemente recessivo ou dominante.



Genótipos Fenótipos

C(c) A(a) ................................... cinzento

C(c) aa ...................................... preto

Cc A(a) .................................... albino

cc aa ......................................... albino



04. Um rato preto, quando cruzado com uma fêmea cinzenta, produziu uma geração na qual foram evidenciadas as seguintes proporções fenotípicas: 3/8 cinzento, 3/8 preto e 2/8 albino. Os genótipos parentais são:



a) Ccaa X CcAa

b) CcAA X ccAa

c) Ccaa X CCAa

d) CcAa X CcAa

e) ccAA X ccAa



Resposta: A



05. Um rato albino, cruzado com uma fêmea preta produziu a seguinte geração: ¼ aguti, ¼ preto e ½ albino. Os genótipos parentais são:



a) ccAa X Ccaa

b) ccAA X Ccaa

c) ccAa X CCaa

d) CcAa X CcAA

e) ccAa X ccAA



Resposta: A



06. Uma mulata, filha de pai branco e mãe negra, casa-se com um homem branco. Quanto à cor da pele, como poderão ser seus filhos?



RESOLUÇÃO: Mulatos médios, mulatos claros e brancos.



07. Um mulato escuro casou-se com uma mulher branca. Quais as probabilidades de esse casal ter um filho mulato claro do sexo masculino?



RESOLUÇÃO: 1/4 ou 25%.



08. Sabendo-se que do casamento entre um mulato médio e uma mulher mulata clara nasceram crianças brancas e mulatas, assinale a alternativa que apresenta a seqüência de genótipos do pai e da mãe respectivamente:



a) AAbb Aabb

b) aaBB aaBb

c) AAbb aaBb

d) AaBb Aabb

e) aaBB Aabb



RESPOSTA: D



09. (CESGRANRIO) Supondo que a cor da pele humana seja condicionada por apenas dois pares de genes autossômicos (A e B) contribuintes, qual a probabilidade de um casal de mulatos, ambos com genótipo AaBb, ter um filho branco?



a) 1/16

b) 4/16

c) 5/16

d) 6/16

e) 8/16



RESPOSTA: A



10. Um casal tem 12 filhos, todos mulatos médios. Provavelmente este casal será constituído por:



a) dois mulatos médios

b) um mulato médio e um negro

c) um branco e um mulato médio

d) um negro e um branco

e) um mulato claro e um escuro



RESPOSTA: D
Determinação do sexo e herança - Exercícios resolvidos

01. Na espécie humana o sexo masculino é denominado heterogamético. Por quê?

RESOLUÇÃO: Porque produz dois tipos de espermatozóides: X e Y.



02. A análise do cariótipo de certa espécie animal revelou a existência de 24 cromossomos nas células somáticas da fêmea, enquanto o macho apresentava sempre 23.



a) Que tipo de determinação do sexo ocorre em tal espécie?

b) Quais as fórmulas cromossômicas?



RESOLUÇÃO: a) Tipo XO.

b) Macho = 23, X; fêmea = 24, XX.



03. (FUND. CARLOS CHAGAS) Qual o número de autossomos existentes em um óvulo de um animal que tem 14 pares de cromossomos?



a) 28

b) 26

c) 14

d) 13

e) 1



Resposta: D



04. (PUC) O sexo feminino, quanto aos cromossomos sexuais, é chamado:



a) homogamético

b) heterogamético

c) diplóide

d) haplóide

e) genoma



Resposta: A



05. O corpúsculo de Barr, também chamado de cromatina sexual, é encontrado:



a) nas células sexuais do homem;

b) nas células sexuais da mulher;

c) ligado ao nucléolo nas células somáticas da mulher;

d) junto à membrana nuclear nas células somáticas da mulher.

e) junto à membrana plasmática nas células somáticas da mulher.



Resposta: D



06. (FUVEST) Em uma certa espécie de abelha, as células somáticas das fêmeas apresentam 32 cromossomos, enquanto as dos machos apresentam 16 cromossomos. Explique a origem das fêmeas e dos machos com esse número de cromossomos.

RESOLUÇÃO: As fêmeas (2n = 32) originam-se de ovos; já os machos (n = 16) evoluem a partir de óvulos.



07. Em drosófila, segundo a teoria do "balanço gênico", qual é o sexo esperado de cada uma das seguintes combinações de autossomos (A) e de heterocrossomossomos?



a) 3A, 2X

b) 3A, XY

c) 2A, 3X

d) 2A, 2XY

e) 2A, XY

f) 2A, 2X



RESOLUÇÃO: a) Intersexuado

b) Supermacho

c) Superfêmea

d) Fêmea excepcional

e) Macho normal

f) Fêmea normal



08. As abelhas constituem exemplo de himenópteros sociais, cujas fêmeas monogaméticas põem, em "células" distintas dos favos, ovos não-fecundados (óvulos). Estes últimos:



a) são estéreis, não se desenvolvendo;

b) desenvolvem-se em larvas estéreis, origem das operárias;

c) possuem o cromossomo sexual;

d) desenvolvem-se, por partenogênese, nos machos (zangões);

e) dão origem às rainhas haplóides, novamente monogaméticas.



RESPOSTA: D



09. Indivíduos que formam um mosaico de caracteres sexuais masculinos e femininos, com equipamento cromossômico de ambos os sexos em áreas distintas do corpo, são:



a) pseudo-hermafroditas

b) ginandromorfos

c) assexuados

d) hermafroditas

e) partenogenéticos



RESPOSTA: B



10. Em drosófila, a relação entre o número de cromossomos X e o número de lotes de autossomos (A) é denominada "índice sexual" e determina o fenótipo sexual. Calcule o fenômeno sexual dos seguintes indivíduos:



I. AAXY

II. AAAXX

III. AAXXX

IV. AAAXY

V. AAAXXX



Assinale a alternativa correta:



Superfêmea Intersexo Macho Supermacho Fêmea Triplóide

a) I III II V IV

b) I II II IV V

c) III II I IV V

d) V II III I IV

e) V II I IV III



RESPOSTA: D
Engenharia Genética - Exercícios resolvidos

01. a) Quais são as duas enzimas usadas na obtenção do DNA recombinante?

b) Como atuam nesse processo?

RESOLUÇÃO: a) Enzimas de restrição, usadas para cortar o DNA em segmentos.

b) DNA – ligase, enzima que une segmentos de DNAs diferentes formando o DNAr em bactérias.



02. O que é clonagem molecular?

RESOLUÇÃO: É a replicação do DNAr em bactérias.



03. (FUVEST) Enzimas de restrição são fundamentais à Engenharia Genética porque permitem:



a) a passagem de DNA através da membrana celular;

b) inibir a síntese de RNA a partir de DNA;

c) inibir a síntese de DNA a partir de RNA;

d) cortar DNA onde ocorrem seqüências específicas de bases;

e) modificar seqüências de bases do DNA.



Resposta: D



04. As enzimas de restrição são sintetizadas:



a) apenas pelas bactérias;

b) apenas pelos vírus;

c) por vírus e bactérias;

d) por todas as células procarióticas;

e) por qualquer tipo de célula.



Resposta: A



05. (FATEC) A Engenharia Genética consiste numa técnica de manipular genes, que permite, entre outras coisas, a fabricação de produtos farmacêuticos em bactérias transformadas pela tecnologia do DNA recombinante. Assim, já é possível introduzir em bactérias o gene humano que codifica insulina, as quais passam a fabricar sistematicamente essa substância. Isto só é possível porque:



a) o cromossomo bacteriano é totalmente substituído pelo DNA recombinante;

b) as bactérias são seres eucariontes;

c) os ribossomos bacterianos podem incorporar o gene humano que codifica insulina, passando-o para as futuras linhagens;

d) as bactérias possuem pequenas moléculas de DNA circulares (plasmídeos), nas quais podem ser incorporados genes estranhos a elas, experimentalmente;

e) as bactérias são seres muito simples, constituídos por um único tipo de ácido nucléico (DNA).



Resposta: D



06. O que são organismos transgênicos?

RESOLUÇÃO: São organismos que apresentam genes de outros organismos, artificialmente introduzidos no seu genoma.



07. Para que serve a luciferase?

RESOLUÇÃO: Serve para provocar o fenômeno da bioluminescência, isto é, produção de luz por seres vivos.



08. (MACKENZIE) Atualmente deixou de ser novidade a criação de plantas transgênicas, capazes de produzir hemoglobina.

Para que isso seja possível, essas plantas recebem:



a) o fragmento de DNA, cuja seqüência de nucleotídeos determina a seqüência de aminoácidos da hemoglobina;

b) o RNAm que carrega os aminoácidos usados na síntese de hemoglobina;

c) somente os aminoácidos usados nessa proteína;

d) os anticódons que determinam a seqüência de aminoácidos nessa proteína;

e) os ribossomos utilizados na produção dessa proteína.



RESPOSTA: A



09. A clonagem molecular é:



a) a técnica que emprega bactérias como multiplicadores de um fragmento de DNA;

b) o mecanismo para se obter resistência a antibióticos;

c) a fabricação de produtos farmacêuticos;

d) o processo utilizado para cortar o DNA;

e) a enzima utilizada na Geneterapia.



RESPOSTA: A



10. Os avanços de Engenharia Genética permitem que um ser vivo forneça genes a outro de espécie diferente, sem alterar as principais características que os diferenciam. O seu que recebe o gene é denominado:



a) clone

b) parasitado

c) mutante

d) transgênico

e) mutagênico



RESPOSTA: D

Equilíbrio Genético - Exercícios resolvidos

01. Em uma seqüência geneticamente equilibrada, a freqüência de indivíduos de olhos azuis (caráter recessivo) é de 9%. Determine:



a) a freqüência dos alelos A e a;

b) a freqüência de indivíduos com olhos castanhos homozigotos (AA) e heterozigotos (Aa).



RESOLUÇÃO: a) AB, Ab, aB e ab

b) Ab e aB



02. Em uma população, a freqüência do gene r, que em homozigose determina indivíduos Rh negativos, é 0,4.



a) Calcule a porcentagem esperada de indivíduos Rh negativos nessa população.

b) Qual é a porcentagem esperada de indivíduos Rh positivos nessa população? Qual a porcentagem de homozigotos para essa característica? Qual a de heterozigotos?



RESOLUÇÃO: a) AaBb; Aabb; aaBb; aabb

b) AB / ab e ab / ab



03. (PUC) Suponha que, em uma população fechada, em que os cruzamentos se dão ao acaso, a freqüência de um gene recessivo seja de 0,50. Qual será a provável freqüência do mesmo gene após duas gerações?



a) 1,00

b) 0,75

c) 0,50

d) 0,25

e) zero



Resposta: A



04. (FATEC) Numa população infinitamente grande, em que os cruzamentos ocorrem ao acaso, a freqüência do alelo recessivo autossômico é de 0,6. A freqüência dos indivíduos heterozigotos (Aa) para esse gene, nesta população, é de:



a) 0,60

b) 0,12

c) 0,36

d) 0,48

e) 0,72



Resposta: C



05. Certa população apresenta as seguintes freqüências para os genes que determinam os grupos sangüíneos do sistema ABO:



IA = 30% IB = 10% i = 60%



O genótipo mais freqüente nessa população é:



a) IAIA

b) IBIB

c) IAi

d) IBi

e) IAIB



Resposta: D



06. (MACKENZIE) Admitindo-se que, numa população em equilíbrio de Hardy-Weinberg, as freqüências dos genes que condicionaram o tipo de sangue sejam: IA = 40%; IB = 40%; r = 20%, a probabilidade de nascerem crianças com sangue tipo AB-Rh positivo heterozigotas é:



a) 10,24%

b) 0,16%

c) 0,32%

d) 1,28%

e) 75%



RESPOSTA: A



07. (FUND. Carlos Chagas) Verificou-se que, e, certa população, 0,001% dos homens apresenta daltonismo, caráter recessivo determinado por um gene ligado ao sexo. A freqüência desse gene na população é:



a) 1%

b) 0,1%

c) 0,001%

d) 10%

e) 0%



RESPOSTA: C



08. Considere os casos de herança numerados abaixo:



I. Alelos múltiplos.

II. Herança de características determinadas por um par de genes.

III. Herança ligada ao sexo.



As fórmulas p + q = 1 e (p x q)2 = 1 permitem calcular, respectivamente, a freqüência dos genes envolvidos

e a freqüência dos indivíduos que exibem características contrastantes apenas em:



a) I

b) II

c) III

d) I e II

e) II e III



RESPOSTA: B



09. Assinale a alternativa cujos fatores modificam as populações mendelianas (mudanças na freqüência genética):



a) seleção, mutação, migração e isolamento;

b) seleção, mortalidade, natalidade e isolamento;

c) seleção, mutação, natalidade e isolamento;

d) mutação, migração, mortalidade e natalidade;

e) natalidade, migração, mortalidade e seleção.



RESPOSTA: A



10. As freqüências gênicas permanecem constantes nas populações de acordo com o equilíbrio de Hardy-Weinberg e dentro de certos critérios. Quantos, dos critérios citados abaixo, prejudicam o equilíbrio?



- Consangüinidade muito freqüente

- Migrações

- Oscilação gênica

- Mutações



a) 4

b) 3

c) 2

d) 1

e) nenhum



RESPOSTA: A

Genética Molecular - Exercícios resolvidos

01. De que maneira os genes determinam o fenótipo de um organismo?

RESOLUÇÃO: Através de síntese de proteínas que, produzindo estruturas celulares ou funcionando como enzimas,

determinam as características de um organismo.



02. Defina os seguintes termos, usados em genética molecular:

a) cistron

b) códon



RESOLUÇÃO: a) Cistron ou gene é o segmento de DNA que, através das bases nitrogenadas, codifica a seqüência de

aminoácidos de uma proteína.

b) É a seqüência de três bases que codificam um código.



03. Considere um segmento de molécula de DNA com a seguinte seqüência de bases: AAT – CAA – AGA – TTT – CCG.

Quantos aminoácidos poderá ter, no máximo, uma molécula de proteína formada pelo segmento considerado?



a) 15

b) 10

c) 5

d) 3

e) 1



Resposta: C



04. Analise as alternativas abaixo, relacionadas com o código genético:



I. Um mesmo códon pode codificar mais de um aminoácido.

II. Um aminoácido pode ser codificado por diferentes códons.

III. O código usado na espécie humana é o mesmo dos vírus.



Estão corretas:



a) I e II

b) I e III

c) II e III

d) Apenas II

e) I, II e III



Resposta: C



05. Uma proteína é constituída por 350 aminoácidos. Quantos nucleotídeos apresenta a cadeia do ADN que codificou tal proteína?



a) 150

b) 350

c) 450

d) 700

e) 1 050



Resposta: E



06. (FUVEST) Qual o papel do RNA mensageiro e do RNA transportador na síntese de proteínas?

RESOLUÇÃO: RNA-m leva a mensagem genética ao ribossomo.

RNA-t transporta aminoácidos para os ribossomos.



07. Uma célula terminou de sintetizar uma enzima constituída por uma cadeia de 56 aminoácidos. Quantas moléculas de RNA-m e de RNA-t foram usadas na biossíntese?

RESOLUÇÃO: Uma molécula de RNA-m e 56 moléculas de RNA-t.



08. Em relação à síntese protéica é errado afirmar que:



a) Uma das fitas do DNA é transcrita, formando-se uma molécula de RNA mensageiro.

b) A tradução da fita do RNA mensageiro é feita nos ribossomos.

c) Os ribossomos originam-se do nucléolo.

d) Cada RNA mensageiro codifica uma cadeia polipeptídica.

e) Cada RNA de transferência possui um anticódon específico, que se prende ao aminoácido que irá transportar até o ribossomo.



RESPOSTA: E



09. (UF - Sergipe) A seleção de cada aminoácido que entra na composição de cadeia polipeptídica é determinada por uma seqüência de:



a) 2 nucleotídeos do DNA;

b) 2 nucleotídeos do RNA;

c) 3 nucleotídeos do RNA;

d) 3 desoxirriboses do DNA;

e) 3 riboses do RNA mensageiro.



RESPOSTA: C



10. Considerando o seguinte esquema:



as etapas 1, 2 e 3 representam, respectivamente, os processos de:



a) replicação, transcrição e tradução;

b) replicação, tradução e transcrição;

c) transcrição, replicação e tradução;

d) transcrição, tradução e replicação;

e) tradução, replicação e transcrição.



RESPOSTA: A
Mendelismo - Exercícios resolvidos

01. O que são genes?

RESOLUÇÃO: Genes são segmentos da molécula de DNA, localizados nos cromossomos, estruturas intranucleares.



02. Explique a relação existente entre genótipo e fenótipo.

RESOLUÇÃO: Genótipo é a constituição genética do indivíduo.

Fenótipo é qualquer aspecto de um organismo resultante da interação do genótipo com o meio ambiente.



03. O termo genótipo refere-se ao:



a) conjunto de todos os caracteres de um organismo;

b) conjunto de caracteres externos de um organismo;

c) conjunto de caracteres internos de um organismo;

d) conjunto de cromossomos de um organismo;

e) conjunto de genes de um organismo.

RESPOSTA: E



04. O fenótipo de um indivíduo é:



a) herdado dos pais;

b) independente do genótipo;

c) independente do ambiente;

d) o resultado da interação do genótipo com o ambiente;

e) o conjunto de cromossomos.



RESPOSTA: D



05. No milho, um gene produz grãos vermelhos se a espiga for exposta à luz, mas, se as espigas ficarem cobertas, os grãos permanecem brancos. O fenômeno descrito ilustra:



a) a atuação do meio das mutações;

b) o processo da seleção natural;

c) a influência do ambiente na alteração do genótipo;

d) a interação do genótipo com o meio ambiente;

e) a transmissão dos caracteres adquiridos.



RESPOSTA: D



06. Nas ervilhas, a cor vermelha da flor é condicionada por um gene dominante B e a cor branca, pelo seu alelo recessivo b. Que tipos de gametas produzem as plantas BB, bb e Bb?



RESOLUÇÃO: Genótipos - Gametas

BB ; B

bb ; b

Bb ; B eb



07. Nas cobaias, o gene B para pelagem preta é dominante sobre b, que condiciona pelagem branca. Duas cobaias pretas heterozigotas são cruzadas. Calcule:



a) a proporção genotípica;

b) a proporção fenotípica.



RESOLUÇÃO: a) 1/4 BB; 1/2 Bb; 1/4 bb

b) 3/4 pretas; 1/4 brancas



08. Que porcentagem dos espermatozóides de um macho Aa conterá o gene recessivo?



a) 25%

b) 30%

c) 50%

d) 75%

e) 100%



RESPOSTA: C



09. A pelagem das cobaias pode ser arrepiada ou lisa, dependendo da presença do gene dominante L e do gene recessivo l. O resultado do cruzamento entre um macho liso com uma fêmea arrepiada heterozigota é:



a) 50% lisos e 50% arrepiados heterozigotos;

b) 50% arrepiados e 50% lisos heterozigotos;

c) 100% arrepiados;

d) 100% lisos;

e) 25% arrepiados, 25% lisos e 50% arrepiados heterozigotos.



RESPOSTA: A



10. Em uma raça bovina, animais mochos (M) são dominantes a animais com cornos (m). Um touro mocho foi cruzado com duas vacas. Com a vaca I, que tem cornos, produziu um bezerro mocho. Com a vaca II, que é mocha, produziu um bezerro com cornos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os genótipos dos animais citados:



TOURO VACA I VACA II

a) Mm mm Mm

b) Mm Mm Mm

c) MM mm Mm

d) MM Mm MM

e) Mm mm MM



RESPOSTA: A


Mutações - Exercícios resolvidos

01. Por que a mutação é um dos mais importantes fatores evolutivos?

RESOLUÇÃO: Porque provoca variações necessárias às modificações das espécies.



02. Quais são os fenômenos biológicos responsáveis pela formação de organismos adultos haplóides? Dê exemplos.

RESOLUÇÃO: Meiose inicial (algas e fungos) e partenogênese (abelhas).



03. O gênero vegetal Spartina é composto de várias espécies que apresentam o seguinte número de cromossomos em suas células meristemáticas:



I. S. stricta – 56

II. S. alterniflora – 70

III. S. townsendii – 126



A espécie S. townsendii é, provavelmente:



a) um poliplóide de I;

b) um aneuplóide de II;

c) descendente de espécie diferente de I e II;

d) apenas um gíbrido de I e II;

e) um híbrido poliplóide de I e II.



RESPOSTA:E



04. A aveia abissínia (Avena abyssinica) é um tetraplóide com 28 cromossomos. A aveia comumente cultivada (Avena sativa) é um hexaplóide desta mesma série. Daí concluímos que na aveia comum o número cromossômico é igual a:



a) 14

b) 21

c) 28

d) 35

e) 42



RESPOSTA:E

05. Uma espécie de planta A (2n = 10) foi cruzada com uma outra espécie B (2n = 14), originando um híbrido C. Apenas alguns grãos de pólen não-reduzidos foram produzidos pelo híbrido, sendo usados para fertilizar óvulos da espécie. O último cruzamento produziu plantas com:



a) 10 cromossomos

b) 14 cromossomos

c) 19 cromossomos

d) 24 cromossomos

e) 32 cromossomos



RESPOSTA: C



06. Qual a origem dos organismos aneuplóides?

RESOLUÇÃO: Gametas anômalos devido à não-disjunção na meiose.



07. O daltonismo tem herança ligada ao X. Um indivíduo anormal, com cariótipo 47, XXY, era daltônico. Seus genitores tinham visão normal para cores.



a) Qual genitor formou o gameta com 24 cromossomos? Explique.

b) O erro correu na primeira ou na segunda divisão da meiose? Explique.



RESOLUÇÃO: a) A mãe, portadora do gene para daltonismo (d) situado no cromossomo X.

b) Ocorreu na segunda divisão.



08. A célula cujo núcleo está representado abaixo, é:







a) aneuplóide

b) haplóide

c) diplóide

d) triplóide

e) tetraplóide



RESPOSTA: A



09. Uma aneuploidia freqüente na espécie humana é a síndrome de Down, também chamada de mongolismo, que se caracteriza pela:



a) não-disjunção de cromossomos sexuais durante a gametogênese;

b) ausência de um cromossomo sexual;

c) trissomia do cromossomo 21;

d) monossomia do cromossomo 21;

e) trissomia de um cromossomo sexual.



RESPOSTA: C



10. (UF - Ceará) Qual das seguintes síndromes humanas é devida a uma monossomia?



a) Síndrome de Down

b) Síndrome de Turner

c) Síndrome de Klinefelter

d) Síndrome de Kernicterus

e) Síndrome da imunodeficiência adquirida.



RESPOSTA: B


Polialelia - Imunologia - Exercícios resolvidos
Considere os dados abaixo para responder as questões 1 e 2



No coelho doméstico, os genes para a cor da pelagem evidenciam a relação de dominância C>cch>ch>ca, bem como as seguintes relações genótipo/fenótipo:
C ® pelagem normal (aguti)
cch ® pelagem toda cinza-claro (chinchila)

ch ® pelagem branca e coloração nas pontas das orelhas, focinho, patas e cauda (himalaia)

ca ® pelagem Albina (sem pigmentação)



01. Uma caixa de coelhos continha uma fêmea himalaia , um macho albino e um macho chinchila. A fêmea teve oito descendentes: dois himalaias, quatro chinchilas e dois albinos. Qual o coelho foi o pai e quais eram os genótipos da fêmea, do macho e de seus descendentes?

RESOLUÇÃO: Pai chinchila de genótipo cch ca

Fêmea ch ca e descendentes: cch ch, cch ca, ch ca e ca ca.



02. O cruzamento de um coelho chinchila com um outro himalaia produziu descendentes da seguinte proporção: ¼ chinchila, ½ himalaia e ¼ albino. Quais são os genótipos parentais?

RESOLUÇÃO: Cch ca e ch ca



03. Uma planta apresenta três fenótipos diferentes quanto à cor de suas flores: brancas, azuis e amarelas. Realizando-se cruzamentos dirigidos, a partir de plantas puras, os resultados na F1 e na F2 foram:



P


brancas X amarelas


brancas X azuis


amarelas X azuis

F1


100% amarelas


100% azuis


100% azuis

F2


25% brancas e 75% amarelas


25% brancas e 75% azuis


25% amarelas e 75% azuis



Qual deve ser a relação de dominância?



a) amarelas > azuis > brancas

b) amarelas > brancas > azuis

c) azuis > brancas > amarelas

d) azuis > amarelas > brancas

e) brancas > amarelas > azuis



RESPOSTA: D



04. (FUVEST) Suponha que numa certa população exista um caráter relacionado com uma série de cinco alelos (alelos múltiplos). Nessa população, o número de genótipos possíveis, relacionados ao caráter em questão, será igual a:



a) 5

b) 10

c) 12

d) 14

e) 15



RESPOSTA: E



05. Numa série de alelos múltiplos, onde existem quatro alelos:



a) os quatro alelos podem estar presentes num gameta;

b) os quatro alelos podem estar presentes num indivíduo normal;

c) apenas dois alelos podem estar presentes num gameta;

d) apenas dois alelos podem estar presentes num indivíduo normal;

e) o número de alelos presentes num indivíduo normal pode variar de um a quatro.



RESPOSTA: D



06. (FUVEST) Uma criança sofreu um ferimento profundo e tomou soro antitetânico. Por que recebeu soro e não vacina? Qual a diferença entre soro e vacina?



RESOLUÇÃO: Porque a vacina é uma medida profilática, enquanto que o soro é uma medida curativa.

Soro contém anticorpos; vacina apresenta antígenos.



07. (FUVEST) Se quisermos provocar uma imunização específica e duradoura em uma pessoa, em relação a um determinado antígeno, qual dos dois procedimentos abaixo é o mais adequado?



a) Injeção do próprio antígeno do indivíduo a ser imunizado.

b) Injeção de soro sangüíneo de um animal previamente inoculado com o antígeno.

Justifique sua RESOLUÇÃO.



RESOLUÇÃO: Injeção do antígeno que constitui vacinação, processo específico e duradouro.



08. Nos acidentes com picadas de cobra, o ideal é ver ou matar a cobra, para poder identificá-la. Este procedimento é importante, porque, se a cobra em questão for a cascavel, deve-se administrar à vítima o soro:



a) polivalente

b) anticrotálico

c) antibotrópico

d) antielapídico

e) misto



RESPOSTA: B



09. Extraiu-se sangue de uma criança que havia sofrido caxumba, mas que já se encontrava restabelecida. Observou-se que em seu sangue havia certas proteínas capazes de inativar os vírus causadores dessa doença. Estas proteínas foram então adicionadas a um extrato de vírus da gripe, mas este não foram inativados.



Pergunta 1: No texto, o que você identificaria como anticorpo?

Resposta 1: Certas proteínas capazes de inativar os vírus causadores da caxumba.

Pergunta 2: No texto, o que você identificaria como antígeno?

Resposta 2: Vírus da caxumba.

Pergunta 3: Por que os vírus da gripe não foram inativados pelas proteínas da criança?

Resposta 3: Porque são específicos para caxumba.



Que perguntas, das numeradas de 1 a 3, estão respondidas corretamente?



a) apenas I

b) apenas II

c) apenas III

d) apenas I e II

e) todas



RESPOSTA: D



10. Um paciente, quando picado por uma cobra venenosa, cuja espécie seja corretamente identificada, deve receber:



a) antibiótico de amplo espectro, que elimina qualquer tipo de bactéria;

b) soro bacteriolítico, que produz a degradação do antígeno com que foi preparado;

c) vacina específica que neutralize os vírus inoculados;

d) soro específico, que age eficazmente sobre o antígeno conhecido;

e) soro polivalente, que elimina ampla gama de antígenos.



RESPOSTA: D
Origem da Vida - Evolução - Exercícios resolvidos

01. De acordo com a hipótese heterotrófica da origem da vida, qual seria a composição química da Terra primitiva?

RESOLUÇÃO: Vapor de água, metano, amônia e hidrogênio.



02. Qual foi a hipótese básica das experiências de Sidney Fox em relação à origem da vida?

RESOLUÇÃO: Aminoácidos aquecidos produzem protenóides.



03. “Um pesquisador cortou as cauda de camundongos e cruzou estes animais entre si. Quando os filhotes nasceram, o pesquisador cortou-lhes as caudas e novamente cruzou-os entre si. Continuou a experiência por 20 gerações e na 21ª geração os camundongos apresentavam caudas tão longas quanto as da primeira.”

Este experimento demonstrou que:



a) A hipótese de Lamarck sobre a herança dos caracteres adquiridos está correta.

b) Os caracteres adquiridos não são transmitidos à descendência.

c) A teoria mendeliana está errada.

d) Não existe evolução, pois os ratos não se modificam.

e) Este experimento não pode ter dado esse resultado, pois já a partir da 2ª geração os ratos nasceriam sem cauda.



RESPOSTA: B



04. Sobre a teoria de Darwin, pode-se considerar que, para que ela fosse completa:



a) teria de explicar como as características adquiridas são transmitidas;

b) não poderia considerar que todos os animais da Ordem Primata, incluindo a espécie humana, tivessem uma origem

comum;

c) deveria mencionar o fato de que a evolução tem como causa exclusiva a mutação;

d) teria de explicar a origem das variações nas espécies;

e) deveria dizer que as variações são impostas pelo meio ambiente.



RESPOSTA: D



05. São princípios aplicados no lamarckismo, exceto:



a) Em uma região, havendo competição, sobreviverá o mais bem adaptado.

b) O desenvolvimento do órgão é proporcional ao uso.

c) Um novo órgão poderá ser formado no organismo quando se cria uma nova necessidade.

d) Um órgão que, com o tempo, tem pouca atividade será extinto.

e) Todas as novas aquisições de um organismo serão transmitidas aos descendentes.



RESPOSTA: A



06. Segundo a moderna teoria sintética da evolução, cite as duas principais fontes da variabilidade genética.

RESOLUÇÃO: 1 - mutação

2 - recombinação genética



07. (FUVEST) Qual é a relação existente entre a mutação genética e a seleção natural na evolução dos organismos?

RESOLUÇÃO: A mutação cria a variação, que é submetida ao processo de seleção natural.



08. (UF - Sergipe) Em qual dos processos abaixo resultam, obrigatoriamente, indivíduos com patrimônios genéticos diferentes?



a) poliembrionia

b) brotamento

c) fissão transversal

d) ovulação múltipla

e) regeneração de partes perdidas



RESPOSTA: D



09. Os principais fatores evolutivos que constituem a teoria sintética da evolução ou neodarwinismo são:



a) fluxo gênico, oscilação genética e seleção natural;

b) mutação, recombinação gênica e oscilação genética;

c) recombinação gênica, mutação e fluxo gênico;

d) seleção natural, recombinação gênica e mutação;

e) oscilação genética, fluxo gênico e recombinação gênica.



RESPOSTA: D



10. O processo de especiação inicia-se quando:



a) ocorre a troca de genes entre duas espécies, antes isoladas geograficamente;

b) ocorre a troca de genes entre duas populações, antes isoladas geograficamente;

c) a troca de genes entre duas espécies torna-se restrita devido, geralmente, a um isolamento geográfico;

d) a troca de genes entre duas espécies torna-se restrita devido, geralmente, à segregação independente;

e) ocorre a troca de genes entre duas espécies, independentemente do isolamento geográfico.



RESPOSTA: C
www.colegioweb.com


Poríferos - Exercícios resolvidos

01. (MED. TAUBATÉ) Coanócitos são:



a) células características dos espongiários (poríferos);

b) células características dos celenterados;

c) células reprodutivas;

d) formas jovens dos poríferos;

e) o mesmo que cnidoblastos.



RESPOSTA: A



02. (OMEC) A gemulação ocorre principalmente entre:



a) poríferos dulçaqüícolas;

b) celenterados marinhos;

c) poríferos e celenterados;

d) celenterados dulçaqüícolas;

e) poríferos marinhos.



RESPOSTA: A



03. Em relação ao desenho que segue, pergunta-se:

a) O que são arqueócitos?

b) O que são anfidiscos?



RESOLUÇÃO: a) Células "primitivas" das esponjas, capazes de, assexuadamente, formar novas esponjas.

b) Espículas que auxiliam na manutenção da forma de gêmula.



04. Como é denominada e qual a função da estrutura 1, assinalada a seguir? Em que filo animal ela ocorre?





RESOLUÇÃO: Trata-se de uma espícula, estrutura esquelética das esponjas, animais pertencentes ao filo dos poríferos.



05. (UNISA) Espongiários são animais:



a) exclusivamente marinhos;

b) pseudocelomados;

c) diblásticos;

d) triblásticos;

e) com metagênese.



RESPOSTA: C



06. (MED. TAUBATÉ) Invertebrados fixos, diploblásticos, sem órgãos, com digestão exclusivamente intracelular, com larva ciliada livre-natante. Trata-se de:



a) Protozoários

b) Espongiários

c) Equinodermas

d) Nematelmintos

e) Celenterados



RESPOSTA: B



07. (PUC) Responda ao teste a seguir, de acordo com o código:



a) Se todas estão corretas.

b) Se apenas I e III estão corretas.

c) Se apenas I e II estão corretas.

d) Se apenas I e IV estão corretas.

e) Se todas estão erradas.



I. A alta capacidade de regeneração das esponjas, mostra pequena interdependência e diferenciação de suas células.

II. As esponjas são diblásticas, porque possuem apenas dois folhetos embrionários.

III. As esponjas de banho podem ter esqueleto orgânico.



RESPOSTA: A



08. (FUND. CARLOS CHAGAS) Células que revestem externamente as esponjas e as que revestem a espongiocela são, respectivamente:



a) amebócitos e espículas;

b) pinacócitos e coanócitos;

c) coanócitos e pinacócitos;

d) arqueócitos e espículas;

e) pinacócitos e amebócitos.



RESPOSTA: B



09. O desenho que segue representa seres vivos do reino animal:



Não apresenta(m) tecido(s) verdadeiro(s):



a) apenas o 1;

b) apenas o 2;

c) apenas o 3;

d) apenas o 1 e o 4;

e) apenas 2, 3 e 4.



RESPOSTA: A



10. São diblásticos, sedentários, bentônicos, possuem gêmulas para a reprodução, coanócitos para a

digestão, espículas para a sustentação, os:



a) espongiários

b) celenterados

c) moluscos

d) anelídeos

e) nematóides



RESPOSTA: A


Platielmintes - Exercícios resolvidos

01. (FUVEST) Existem animais que não possuem órgão ou sistema especializado em realizar trocas gasosas. Na respiração, a absorção do oxigênio e a eliminação do gás carbônico ocorrem por difusão, através da superfície epidérmica. É o caso da:



a) planária

b) ostra

c) drosófila

d) barata

e) aranha



RESPOSTA: A



02. Dugesia tigrina é um verme que possui o corpo achatado dorsoventralmente. Apesar de inferior, ele apresenta uma característica evoluída. Trata-se da(o):



a) simetria bilateral;

b) hermafroditismo;

c) ausência de celoma;

d) corpo segmentado;

e) sistema digestório completo.



RESPOSTA: A



03. (FUVEST) Os platielmintos parasitas Schistosoma mansoni (esquistossomo) e Taenia solium (tênia) apresentam:



a) a espécie humana como hospedeiro intermediário;

b) um invertebrado como hospedeiro intermediário;

c) dois tipos de hospedeiro, um intermediário e um definitivo;

d) dois tipos de hospedeiro, ambos vertebrados;

e) um único tipo de hospedeiro, que pode ser um vertebrado ou um invertebrado.



RESPOSTA: C



04. (UFES) Para não se contrair doenças como cisticercose e teníase, deve-se evitar, respectivamente:



a) comer verduras mal-lavadas e comer carne bovina ou suína mal passada;

b) comer carne bovina ou suína mal passada e nadar em lagoas desconhecidas;

c) comer carne com cisticerco e comer carne bovina ou suína mal passada;

d) nadas em lagoas desconhecidas e andar descalço;

e) andar descalço e comer verduras mal lavadas.



RESPOSTA: A



05. (PUC) O doente que apresenta cisticercose:



a) foi picado por triatoma;

b) nadou em água com caramujo contaminado;

c) ingeriu ovos de tênia;

d) comeu carne de porco ou de vaca com larvas de tênia;

e) andou descalço em terras contaminadas.



RESPOSTA: C



06. (MED. SANTA CASA) Das características abaixo, qual não serve para mostrar que os platielmintos são mais adiantados que os celenterados:



a) simetria bilateral, com diferenciação antero-posterior e dorsoventral;

b) presença de células nervosas;

c) mesoderma como um terceiro folheto germinativo;

d) camadas e feixes de músculos, possibilitando movimentos variados;

e) gônadas internas, com ductos reprodutores permanentes e órgãos copuladores.



RESPOSTA: B



07. (MED. SANTOS) Devido ao seu modo de vida, certos animais são inteiramente desprovidos de sistema digestório, como, por exemplo:



a) Schistosoma mansoni

b) Dugesia tigrina

c) Lumbricus terrestris

d) Hydra sp

e) Taenia solium



RESPOSTA: A



08. (FUVEST) Qual das doenças abaixo não é transmitida por um inseto:



a) Doença de Chagas;

b) Malária;

c) Filaríase;

d) Esquistossomose;

e) Úlcera de Bauru.



RESPOSTA: D



09. (FUVEST) Dos parasitas do homem, comuns no Brasil, o que é transmitido por um caramujo é:



a) Ascaris

b) Taenia

c) Plasmodium

d) Schistosoma

e) Trypanosoma



RESPOSTA: D



10. (FUVEST) Nos cisticercose, o homem pode fazer o papel de hospedeiro intermediário no ciclo evolutivo da Taenia solium (tênia). Isto acontece porque:



a) ingeriu ovos de tênia;

b) andou descalço em terras contaminadas;

c) foi picado por "barbeiro";

d) comeu carne de porco ou de vaca com larvas de tênia;

e) nadou em água com caramujo contaminado.



RESPOSTA: A


Peixes - Exercícios resolvidos

01. (SANTA CASA) A principal estrutura responsável pela propulsão dos peixes é:



a) bexiga natatória;

b) nadadeira peitoral;

c) nadadeira dorsal;

d) nadadeira ventral;

e) nadadeira caudal.



RESPOSTA: E



02. (USP) As escamas dos peixes cartilaginosos (tubarão) são homólogas:



a) às escamas dos outros peixes;

b) aos dentes dos outros cordados;

c) aos pelos dos mamíferos;

d) às escamas dos répteis;

e) às penas das aves.



RESPOSTA: B



03. Qual dos grupos que seguem apresenta somente peixes cartilaginosos?



a) tubarão, sardinha, salmão e truta;

b) raia, pirambóia, bacalhau e linguado;

c) cação, tubarão, raia e piranha;

d) quimera, cação, pirambóia e lampréia;

e) tubarão, cação, quimera e raia.



RESPOSTA: E



04. (PUCC) Os peixes marinhos sempre absorvem água e sal em quantidade. O excesso de sais é excretado:



a) pela pele;

b) pelas brânquias;

c) pelos rins;

d) pelo intestino;

e) pelo ânus.



RESPOSTA: B



05. (UBERABA) Peixes que migram da água doce para o mar para desovar são:



a) dóldromos

b) catádromos

c) saládromos

d) anádromos

e) pinóticos



RESPOSTA: B



06. (PUC) No coração dos peixes teleósteos adultos:



a) circulam, separadamente, sangue arterial e venoso;

b) circula só sangue venoso;

c) circula só sangue arterial;

d) misturam-se sangue venoso e arterial;

e) no átrio passa sangue venoso e no ventrículo sangue arterial.



RESPOSTA: B



07. (FATEC) Nos peixes cartilaginosos encontramos a tiflosolis, dobra intestinal também encontrada em:



a) poríferos

b) platielmintes

c) asquielmintes

d) anelídeos

e) moluscos



RESPOSTA: D



08. Alguns peixes marinhos não têm glomérulos nos túbulos renais. Em conseqüência:



a) há, obrigatoriamente, grande perda de água na secreção;

b) a amônia passa diretamente das células para o sangue;

c) não há filtração do sangue ao nível das cápsulas de Bowman;

d) não há reabsorção de materiais no sistema excretor;

e) os rins não são utilizados para a excreção da uréia.



RESPOSTA: C



09. Das alternativas abaixo, referentes ao aparelho circulatório, assinale a única que não é válida para todos os vertebrados:



a) circulação fechada;

b) hemoglobina em glóbulos sangüíneos;

c) dupla circulação (geral e respiratória);

d) propulsão por um motor central (coração) e não por vasos com pulsações peristálticas;

e) pressão arterial maior que a pressão venosa.



RESPOSTA: C



10. (UMC) Todos os animais abaixo pertencem à fauna ictiológica brasileira, exceto:



a) peixe-espada

b) cavalo-marinho

c) pirambóia

d) pirarucu

e) peixe-boi



RESPOSTA: E
Crustáceos - Exercícios resolvidos

01. Num jantar, havia: lagosta, camarão, polvo, cação, lula, mexilhão, siri e esturjão. Essa refeição continha, portanto:



a) somente crustáceos;

b) somente moluscos;

c) somente crustáceos e moluscos;

d) somente peixes e crustáceos;

e) crustáceos, moluscos e peixes.



RESPOSTA: E



02. (PUC) Os crustáceos são economicamente importantes porque:



a) são todos herbívoros;

b) são parasitas de animais nocivos ao homem;

c) são predadores de peixes;

d) são comestíveis pelo homem;

e) são hospedeiros intermediários de vários parasitas humanos.



RESPOSTA: D



03. (MED. TAUBATÉ) Não é característica dos crustáceos:



a) simetria bilateral;

b) triploblásticos;

c) segmentação metamérica;

d) respiração por brânquias;

e) pseudocelomados.



RESPOSTA: E



04. A maior parte do sistema nervoso de um artrópode encontra-se:



a) sobre o tubo digestório;

b) abaixo do tubo digestório;

c) em torno do tubo digestório;

d) lateralmente ao tubo digestório;

e) na parte anterior do tubo digestório.



RESPOSTA: B



05. (MED. SANTOS) Não se pode afirmar que todos os artrópodes:



a) são celomados;

b) têm respiração do tipo traqueal;

c) têm exoesqueleto quitinoso;

d) têm circulação aberta;

e) n.d.a.



RESPOSTA: B



06. (PUC) Possuem funções comparáveis:



a) os tubos de Malpighi;

b) os tubos de Malpighi e os ovidutos;

c) os cnidoblastos e os ovidutos;

d) os cnidoblastos e as células-flama;

e) o vacúolo pulsátil e o estigma.



RESPOSTA: A



07. I. A principal característica dos crustáceos é a presença de 4 pares de antenas.

II. Os crustáceos têm sistema circulatório aberto ou lacunar, com hemocianina como pigmento respiratório.

III. A excreção dos crustáceos é feita pelas glândulas verdes.



São corretas:



a) todas as frases;

b) apenas as frases I e II;

c) apenas as frases II e III;

d) apenas a frase III;

e) apenas as frases I e III.



RESPOSTA: C



08. (PUC) O aparelho excretor do camarão representado:



a) pela célula-flama;

b) pelo nefrídeo;

c) pelo túbulo de Malpighi;

d) pela glândula verde;

e) pelo bacinete.



RESPOSTA: D



09. (MED. ABC) Considere o seguinte texto:



"Aumento rápido do tamanho segue cada ecdise ou muda e, paradoxalmente, quase todo o crescimento dos tecidos ou aumento da biomassa individual ocorre durante o período de intermuda, quando nenhuma modificação de tamanho pode ser percebida externamente."



O autor desse texto deve estar se referindo ao padrão característico de crescimento dos:



a) equinodermas

b) anelídeos

c) lacertílios

d) ofídios

e) artrópodos



RESPOSTA: E



10. São principalmente aquáticos, os artrópodes da classe dos:



a) aracnídeos

b) crustáceos

c) quilópodes

d) insetos

e) diplópodes.



RESPOSTA: B
Protozoários - Exercícios resolvidos

01. Assinale a alternativa incorreta, com relação aos protistas:



a) todos os protistas são aeróbios e vivem em meio rico de oxigênio livre;

b) a reprodução dos protistas pode ser assexuada ou sexuada;

c) nem todos os protistas são microscópicos;

d) todos os protistas possuem uma membrana, mais ou menos delgada, que os envolve;

e) nem todos os protistas têm um só núcleo.



RESPOSTA: A



02. (UNISA) A definição "abertura permanente da membrana, permitindo a ingestão de partículas alimentares" aplica-se a:



a) citopígeo

b) citofaringe

c) citoprocto

d) citóstoma

e) peristoma

RESPOSTA: D



03. Indique a correspondência falsa entre órgãos de animais superiores e organelas de protistas:



a) vacúolo digestivo - estômago;

b) vacúolo pulsátil - coração;

c) vacúolo contráctil - rim;

d) citóstoma - boca;

e) citopígeo - ânus.



RESPOSTA: B



04. (UNISA) Quando um _________ está se dividindo por ________ há formação de _______ células-filhas.



a) ciliado - conjugação - duas;

b) rizópode - cissiparidade - quatro;

c) esporozoário - esquizogonia - muitas;

d) esporozoário - esquizogonia - duas;

e) ciliado - esporogonia - duas.



RESPOSTA: C



05. A malária é provocada por um protista do gênero:



a) Entamoeba

b) Plasmodium

c) Trypanosoma

d) Amoeba

e) Leishmania



RESPOSTA: B



06. (FAAP) Se um indivíduo com a malária coabitar com pessoas sadias, a transmissão da doença poderá ocorrer

através:



a) do uso de instalações sanitárias;

b) do contágio direto;

c) das picadas de algumas espécies de mosquito;

d) da ingestão de alimentos contaminados pelo doente;

e) das fezes de algumas espécies de insetos (como a mosca doméstica, por exemplo).



RESPOSTA: C



07. (FMU / FIAM) A prevenção da malária e da doença de Chagas envolve, respectivamente:



a) destruir mosquitos e cães vadios;

b) evitar banhar-se em lagoas e eliminar mosquitos;

c) destruir mosquitos e barbeiros;

d) não comer carne de porco mal cozida e não habitar em casas de barro;

e) não comer verduras e frutas mal lavadas.



RESPOSTA: C



08. Pseudópode(s) é(são):



a) invólucros resistentes que envolvem as células dos protistas marinhos;

b) bastonete rígido que percorre longitudinalmente o corpo celular;

c) expansões protoplasmáticas transitórias que permitem locomoção e apreensão do alimento;

d) estruturas em forma de bastonetes que aparecem nos ciliados, situando-se entre as porções basais dos

cílios;

e) espécie de taça quitinosa.



RESPOSTA: C



09. (AGRONOMIA) Determinados indivíduos, quando são picados por um inseto do gênero Anopheles, em seguida apresentam uma doença conhecida vulgarmente pelos nomes de: malária, maleita, impaludismo ou febre intermitente. Conclui-se que este indivíduo apresenta um parasita chamado:



a) Plasmodium

b) Trypanosoma

c) Leishmania

d) Paramecium

e) n.d.a.



RESPOSTA: A



10. (UNIP) Qual das seguintes estruturas é comum às amebas de água doce e falta nas amebas marinhas?



a) vacúolo contrátil;

b) vacúolo digestivo;

c) endoplasma;

d) núcleo individualizado;

e) pseudópode.



RESPOSTA: A
Mosluscos - Exercícios resolvidos

01. (UEL) Na escala zoológica, os primeiros animais que apresentam estruturas especializadas para a respiração são os:



a) espongiários

b) cnidários

c) platielmintos

d) moluscos

e) nematelmintos



RESPOSTA: D



02. (MED. ABC) É encontrada apenas entre os moluscos, a estrutura:



a) esqueleto calcáreo;

b) tentáculos;

c) sifão exalante;

d) rádula;

e) tubo digestório completo.



RESPOSTA: D



03. (MED. TAUBATÉ) Nos gastrópodes, a excreção é feita por:



a) tubos de Malpighi;

b) nefrídeos transformados em "rins";

c) néfrons;

d) solenócitos;

e) glândulas verdes.



RESPOSTA: B



Para as questões 04 e 05



Responda de acordo com o código: a) se somente as afirmativas I e II forem corretas;

b) se somente as afirmativas II e III forem corretas;

c) se somente as afirmativas I e III forem corretas;

d) se existir apenas uma afirmativa correta;

e) se todas forem corretas ou todas forem erradas.



04. I. Os moluscos podem ser monóicos ou dióicos.

II. Há moluscos com desenvolvimento direto.

III. Em alguns moluscos existe uma forma larval ciliada, a plânula.



RESPOSTA: A



05. I. Todos os moluscos têm fecundação interna.

II. O ovotestis é uma glândula hermafrodita existente no caracol.

III. A bolsa de tinta, encontrada em lulas, sépias e polvos, é uma estrutura defensiva.



RESPOSTA: B



06. (UFMG) Nos pelecípodes, o alimento é obtido graças a uma camada de muco que recobre:



a) o pé;

b) a boca;

c) as brânquias;

d) a concha;

e) o intestino.



RESPOSTA: C



07. (VUNESP) Tricófora e véliger são larvas de:



a) anelídeos

b) moluscos

c) equinodermos

d) insetos

e) n.d.a.



RESPOSTA: B



08. (PUCC) O ovotestis existe no caramujo:



a) armazena espermatozóides e óvulos;

b) armazena apenas óvulos, durante um curto intervalo de tempo;

c) produz tanto óvulos quanto espermatozóides;

d) produz apenas óvulos;

e) produz apenas espermatozóides.



RESPOSTA: C



09. (UNISA) A respiração dos moluscos é:



a) exclusivamente branquial;

b) cutânea, branquial e pulmonar;

c) traqueal e pulmonar;

d) apenas cutânea e branquial;

e) apenas cutânea.



RESPOSTA: B



10. (PUCC) A rádula é um órgão ralador dos alimentos nos moluscos. É ausente nos representantes da classe:



a) Anphineura

b) Gastropoda

c) Cephalopoda

d) Pelecypoda

e) Scaphopoda



RESPOSTA: D
Mamíferos - Exercícios resolvidos

01. (UnB) Qual das alternativas que seguem apresenta animais com fecundação interna?



a) gafanhotos e mamíferos

b) sapos e gafanhotos

c) baratas e rãs

d) peixes e sapos

e) mamíferos e salamandras



RESPOSTA: A



02. (ENG. ITAJUBÁ) Qual é a afirmação incorreta?



a) Existem marsupiais na fauna brasileira.

b) O ornitorrinco é o único mamífero ovíparo.

c) Há peixes que respiram pela bexiga natatória.

d) Nos peixes, o pâncreas não é um órgão bem definido.

e) No anfioxo, as trocas gasosas processam-se principalmente nas fendas branquiais.



RESPOSTA: B



03. (FAAP) Dos animais abaixo, os únicos que apresentam respiração pulmonar são:



a) minhoca, sapo e peixe;

b) golfinho, barata e cobra;

c) peixe-boi, jacaré e pato;

d) baleia, aranha e peixe;

e) tartaruga, jacaré e tubarão.



RESPOSTA: C



04. (FATEC) Comparando-se evolutivamente, o animal mais próximo do homem é:



a) o lagarto

b) o pingüim

c) o sapo

d) o rato

e) o cação



RESPOSTA: D



05. (MED. CATANDUVA) Associe:



( ) preguiça 1. xenarto

( ) elefante-marinho 2. roedor

( ) paca 3. sirênio

( ) peixe-boi 4. marsupial

( ) gambá 5. carnívoro



a) 2, 3, 4, 5, 1

b) 4, 2, 3, 5, 1

c) 1, 5, 2, 3, 4

d) 3, 5, 2, 1, 4

e) 1, 5, 2, 3, 4



RESPOSTA: C



06. (MED. ABC) A seguinte afirmação: "O aumento da superfície respiratória dos pulmões acompanhou a evolução dos vertebrados com respiração aérea" está:



a) correta, pois os anfíbios apresentam os pulmões mais complexos dentre os vertebrados;

b) errada, pois os répteis menos evoluídos que os mamíferos possuem pulmões mais desenvolvidos;

c) correta, pois os vertebrados mais evoluídos, como as aves e os mamíferos, apresentam pulmões mais desenvolvidos;

d) errada, pois os anfíbios respiram tão bem quanto os mamíferos;

e) correta, pois os répteis são os vertebrados mais evoluídos.



RESPOSTA: C



07. (FUND. CARLOS CHAGAS) Tegumento com glândulas sudoríparas e sebáceas pode ser encontrado:



a) em todos os vertebrados;

b) em todos os vertebrados terrestres;

c) somente nos mamíferos e nas aves;

d) somente nas aves;

e) somente nos mamíferos.



RESPOSTA: E



08. (MED. ITAJUBÁ) O ornitorrinco fêmea:



a) tem fecundação interna;

b) é ovovivíparo;

c) tem placenta;

d) tem marsúpio;

e) tem ovo alecítico.



RESPOSTA: A



09. (UNISA) De grande importância para répteis, aves e mamíferos libertarem-se do ambiente aquático, na sua reprodução, é:



a) a heterotermia e a homeotermia;

b) o aparecimento de âmnion e alantóide;

c) a ocorrência de uma casca protetora no ovo;

d) o fato de eles serem amniotas;

e) a existência de quatro extremidades.



RESPOSTA: B



10. (UFMG) O coração está completamente dividido em dois ventrículos e dois átrios:



a) apenas nas aves e nos mamíferos;

b) só nos mamíferos;

c) em anfíbios, répteis, aves e mamíferos;

d) em anfíbios e répteis;

e) em répteis crocodilianos, aves e mamíferos.



RESPOSTA: E
Insetos - Exercícios resolvidos

01. (UEPB) As estruturas sensoriais microscópicas que realizam função tátil e olfativa nos insetos estão localizadas:



a) nas antenas;

b) nas quelíceras;

c) nos ocelos;

d) nos pedipalpos;

e) no aparelho bucal.



RESPOSTA: A



02. (MED. SANTOS) As alternativas apresentam estruturas encontradas nos insetos. Assinale a relação que está correta:



a) traquéia - espiráculo;

b) peças bucais - ferrão;

c) olho composto - omatídeo;

d) tubos de Malpighi - trato digestório;

e) asas - tórax.



RESPOSTA: B



03. (PUCC) Os insetos vulgarmente chamados de "traças-dos-livros" são:



a) sifonápteros

b) metábolos

c) odonatas

d) ametábolos

e) n.d.a.



RESPOSTA: D



04. (FUND. CARLOS CHAGAS) Dos seguintes animais, o que perderia menor quantidade de água pela superfície do corpo, quando exposto ao ar, seria:



a) a minhoca

b) o sapo

c) a barata

d) o homem

e) a lesma



RESPOSTA: C



05. (MED. UBERLÂNDIA) São características de insetos e aracnídeos, respectivamente:



a) 2 quelíceras - 4 quelíceras;

b) divisão do corpo em: cabeça, tórax e abdômen - divisão em: cefalotórax e abdômen;

c) 2 antenas - 4 antenas;

d) 2 antenas e seis patas - 2 antenas e 8 patas;

e) n.d.a.



RESPOSTA: B



06. (POUSO ALEGRE) Estudos feitos com certos animais, principalmente insetos sociais, permitiram evidenciar a presença de certas substâncias que agiam como mensageiros químicos entre o indivíduos. As substâncias em questão são designadas pelo nome de:



a) geléia real

b) hormônio

c) ferormônio

d) odor animal

e) erudina



RESPOSTA: C



07. (FUND. CARLOS CHAGAS) A abertura anal acrescenta às suas funções específicas as funções de um nefridióporo nos:



a) platielmintos

b) nematóides

c) moluscos

d) crustáceos

e) insetos



RESPOSTA: E



08. (FUVEST) Os artrópodos apresentam, entre outras características, pernas articuladas. Dentre eles, os que têm o corpo dividido em: cabeça, tórax e abdômen, e três pares de patas, são os:



a) crustáceos

b) aracnídeos

c) insetos

d) escorpiões

e) miriápodes



RESPOSTA: E



09. O gafanhoto, a aranha e o camarão têm em comum:



a) um par de antenas;

b) o corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen;

c) a respiração traqueal;

d) pertencerem ao filo dos artrópodos;

e) possuírem 3 pares de patas articuladas.



RESPOSTA: D



10. (MED. ABC) Artrópodos e anelídeos possuem como características comuns:



a) metamerismo do corpo e tipo de sistema nervoso;

b) tipo de sistema nervoso e sistema vascular sangüíneo aberto;

c) sistema vascular sangüíneo aberto e celoma reduzido;

d) celoma reduzido e metamerismo do corpo;

e) celoma reduzido e tipo de sistema nervoso.



RESPOSTA: A
Celenterados e Cnidários - Exercícios resolvidos

01. Em uma praia há: anêmonas, cracas e mexilhões (fixos às rochas); medusas, camarões e peixes (nadando); esponjas formando recifes (dificultando a navegação). Quais são os cnidários ou celenterados presentes nessa praia?

RESOLUÇÃO: Anêmonas, medusas e corais são celenterados ou cnidários.





02. (MED. TAUBATÉ) Em Hydrozoa, ocorre um fenômeno de "Alternância de Gerações" com as formas pólipo e medusa, que correspondem, respectivamente, às formas de reprodução:



a) ambas assexuadas;

b) assexuada e sexuada;

c) ambas sexuadas;

d) sexuada e assexuada;

e) ambas, simultaneamente sexuada e assexuada.



RESPOSTA: B







03. Estrobilização é comum nas:



a) esponjas calcáreas;

b) nos cifozoários entre as medusas;

c) em todos os celenterados;

d) nos pólipos dos cifozoários;

e) apenas entre os antozoários.



RESPOSTA: B



04. O que é estrobilização?

RESOLUÇÃO: É a fragmentação do corpo de um animal metazoário, formando segmentos (estróbilos) que originam

novos indivíduos.



05. (MED. TAUBATÉ) Assinale a alternativa que se refere a uma medusa modificada, adaptada à flutuação, encontrada em algumas colônias polimórficas de hidrozoários:



a) Gastrozóide

b) Dactilozóide;

c) Gonozóide;

d) Pneumatóforo;

e) Nectóforo.



RESPOSTA: D



06. (MED. TAUBATÉ) O sistema sensório-neuromotor estabelece uma capacidade de resposta a estímulos nos celenterados. A seqüência correta dos elementos que participam do processo é:



a) estímulo - célula nervosa - célula sensorial - cérebro - célula epitélio-muscular - resposta;

b) estímulo - célula sensorial - célula nervosa - cérebro - célula epitélio-muscular - resposta;

c) estímulo - célula epitélio-muscular - célula nervosa - célula sensorial - resposta;

d) estímulo - célula nervosa - célula neuro-muscular - resposta;

e) estímulo - célula sensorial - célula nervosa - célula epitélio-muscular - resposta;



RESPOSTA: E



07. (UnG) Quais dos seguintes organismos abaixo apresentam um tubo digestório completo?



a) cupim, coral, polvo e baleia;

b) esponja, barata, polvo e tubarão;

c) minhoca, barata, polvo e tubarão;

d) coral, formiga, estrela-do-mar e baleia;

e) planária, minhoca, água-viva e tubarão.



RESPOSTA: C



08. (UNISA) Nos _________ que apresentam ciclo metagenético, o estágio ________ representa o ciclo sexuado e o estágio ___________ representa a geração assexuada.



a) protozoários, esporogônico, esquizogônico;

b) cifozoários, pólipo, medusa;

c) celenterados, medusa, pólipo;

d) poríferos, áscon, lêucon;

e) celenterados, pólipo, medusa.



RESPOSTA: C



09. (MED. SANTOS) A "água-viva", por exemplo, do gênero Aurelia, dentro da sistemática zoológica se relaciona mais intimamente:



a) às anêmonas-do-mar (Anthozoa);

b) às esponjas-do-mar (Demospongiae);

c) aos briozoários (Bryozoa);

d) aos equinodermas (Echinodermata);

e) aos moluscos (Mollusca)]



RESPOSTA: A



10. (PUC) As células de defesa, denominadas cnidoblastos ou cnidócitos, são observadas nos animais:



a) espongiários

b) protozoários

c) moluscos

d) equinodermas

e) n.d.a



RESPOSTA: E
Aves - Exercícios resolvidos

01. (LONDRINA) Tanto o tegumento das aves quanto o dos mamíferos contribuem para o seguinte mecanismo homeostático:



a) regulação da taxa respiratória;

b) regulação da temperatura do corpo;

c) regulação do teor de açúcar no sangue;

d) regulação do teor de uréia no sangue;

e) regulação do teor de água no organismo.



RESPOSTA: B



02. (FUND. CARLOS CHAGAS) Em muitos vertebrados, os músculos que agem sobre o cristalino dos olhos são lisos, mas em alguns essa musculatura é estriada e essa característica pode ser considerada uma importante adaptação relacionada aos hábitos alimentares do animal. Para qual dos vertebrados abaixo é mais vantajosa essa característica?



a) animais herbívoros;

b) animais insetívoros;

c) aves de rapina;

d) aves granívoras;

e) mamíferos.



RESPOSTA: C



03. (UNISA) A ausência de bexiga urinária e a eliminação continua de fezes pode ser considerada (em aves) uma adaptação à(ao):



a) homeotermia

b) heterotermia

c) vida arborícola

d) postura de ovos

e) vôo



RESPOSTA: E



04. Assinale a alternativa que não é correta em relação às aves:



a) o órgão do canto é denominado siringe;

b) a glândula uropigiana é a única presente na pele, produzindo secreção oleosa;

c) o esterno pode ou não ter uma quilha, cuja função é auxiliar no vôo;

d) sob as duas pálpebras há uma fina e quase transparente membrana denominada nictitante que protege os olhos durante o vôo;

e) as hemácias são anucleadas.



RESPOSTA: E



05. (MED. ABC) Quais anexos embrionários das aves têm parte de suas funções exercidas pela placenta, nos embriões de mamíferos?



a) alantóide e âmnion;

b) saco vitelino e casca;

c) alantóide e saco vitelino;

d) casca e alantóide;

e) âmnion e saco vitelino.



RESPOSTA: C



06. (FUVEST) No Egito, muitos artefatos de pedra vendidos como provenientes dos tempos dos faraós são falsificados. O processo de falsificação consiste em esculpir pequenas pedras e misturá-las com a comida oferecida às galinhas. As pedras atravessam todo o tubo digestório da galinha, tendo depois o aspecto de objetos antigos e desgastados pelo uso. Este processo de "envelhecimento mecânico" deve-se à ação:



a) do bico

b) do papo

c) do estômago químico

d) da moela

e) do intestino



RESPOSTA: D



07. (UEMT) A diminuição de peso é um fator importante na evolução das aves. Com ela podem ser relacionadas as seguintes características das aves atuais, exceto:



a) ausência de dentes;

b) corpo coberto de penas;

c) excretos nitrogenados insolúveis;

d) ausência de bexiga urinária;

e) presença de sacos aéreos.



RESPOSTA: A



08. (UBERABA) Qual das alternativas abaixo apresenta característica que não é própria das aves?



a) após a eclosão, os pais continuam a cuidar da prole;

b) movimentos e reflexos rápidos;

c) possuem coração formado por quatro câmaras separadas;

d) desenvolvimento da visão;

e) fecundação interna e desenvolvimento interno.



RESPOSTA: E



09. (FEI) A moela encontrada nas aves está relacionada à(ao):



a) armazenamento de alimento;

b) armazenamento de excretas;

c) trituração dos alimentos;

d) digestão das proteínas;

e) absorção dos açúcares simples.



RESPOSTA: C



10. (UBERABA) A estrela-do-mar, o jacaré, o peixe e o pato podem ser reunidos em um grupo porque apresentam em comum a seguinte característica:



a) a boca é originada do blastóporo;

b) são pseudocelomados;

c) são diblásticos;

d) são deuterostômios;

e) são amniotas.



RESPOSTA: D



Asquielmintes - Exercícios resolvidos

01. (PUC) No quadro abaixo, você via encontrar importantes características animais. Escolha as que se aplicam ao Ascaris:





Aparelho Excretor


Aparelho Circulatório


Aparelho Respiratório


Sistema Digestório

a)


célula-flama


ausente


ausente


muito ramificado; sem ânus.

b)


glândula verde


ausente


ausente


ausente

c)


canais excretores


ausente


ausente


completo; com boca e ânus

d)


nefrídeo


ausente


traqueal


completo; com cecos gástricos

e)


glândula verde


aberto


branquial


completo; com boca, ânus e glândulas digestórias



RESPOSTA: C



02. (UNISA) Um nematóide, como a lombriga, não possui:



a) sistema circulatório

b) intestino

c) boca

d) ânus

e) sistema excretor duplo, em forma de "H"



RESPOSTA: A



03. Qual é a estrutura da lombriga que é análoga ao rim humano?

RESOLUÇÃO: Os vermes cilíndricos apresentam canais excretores em "H". Esses canais são análogos ao rim humano.



04. Como os asquielmintos parasitas obtêm energia?

RESOLUÇÃO: Os asquielmintos parasitas são anaeróbios, ou seja, realizam a fermentação.



05. Poríferos e celenterados não possuem mesoderma, são diblásticos. Platielmintos são triblásticos acelomados. Asquielmintos são triblásticos pseudocelomados. Pergunta-se: O que é pseudoceloma?

RESOLUÇÃO: Cavidade embrionária revestida apenas parcialmente pelo mesoderma. Ocorre nos asquielmintos, ex.:

Ascaris lumbricoides.



06. A adaptação parasitária provoca imensas e visíveis modificações no parasita. Em qual dos seguintes grupos esse fenômeno ocorre com maior freqüência?



a) ectoparasitas

b) parasitas intracelulares

c) parasitas intravasculares

d) parasitas intranucleares

e) parasitas intestinais



RESPOSTA: E



07. (MACKENZIE) Conforme o ciclo evolutivo, os parasitas são classificados em monogenéticos e digenéticos. No primeiro caso, quando seu ciclo se passa num único hospedeiro e, no segundo caso, quando se desenvolvem em dois hospedeiros, o intermediário e o definitivo. Um parasita considerado monogenético é:



a) Ascaris lumbricoides

b) Taenia Solium

c) Trypanosoma cruzi

d) Leishmania brasiliensis

e) Wecheria bancrofti



RESPOSTA: A



08. (UNISA) Em locais onde não se utilizam instalações sanitárias para defecação, as pessoas que andam descalças podem adquirir uma parasitose intestinal que as deixa fracas e anêmicas, devido a diarréias e sangramentos da parede do intestino provocados pelas cerdas existentes na cabeça do verme parasita. Esse verme é:



a) o esquistossomo

b) a lombriga

c) o ancilóstomo

d) o sanguessuga

e) a tênia



RESPOSTA: C



09. (FUND. Carlos Chagas) Quanto à lombriga, podemos afirmar:



a) o macho é maior do que a fêmea;

b) o macho não apresenta espículas;

c) é nítido o dimorfismo sexual;

d) apresenta musculatura circular e longitudinal;

e) n.d.a.



RESPOSTA: C



10. (UNIVEST) Associe:



1. Oxiurose ( ) Ascaris lumbricoides

2. Bicho geográfico ( ) Ancylostoma duodenale

3. Elefantíase ( ) Wechereria bancrofti

4. Lombriga ( ) Enterobius vermicularis

5. Amarelão ( ) Ancylostoma brasiliensis



Assinale:



a) 2, 1, 3, 5, 4

b) 1, 2, 3, 4, 5

c) 5, 4, 3, 2, 1

d) 4, 5, 3, 1, 2

e) 5, 4, 3, 2, 1



RESPOSTA: D
Aracnídeos e Miriápodes - Exercícios resolvidos

01. (MED – Taubaté) Artrópodes aquáticos primitivos, conhecidos apenas de fósseis, com um par de antenas e apêndices em forma de pernas, que viveram durante a era Paleozóica:



a) Xifosorus

b) Trilobites

c) Onicóforos

d) Pedipalpos

e) Branquiópodes



Resposta: B



02. (OSEC) Respiração principalmente traqueal, cefalotórax, quelíceras, 5 pares de apêndices torácicos (4 geralmente para a locomoção), ânus e orifício genital superados, caracterizam entre os Artrópodes a classe:



a) Insecta

b) Crustácea

c) Aracnídea

d) Asteróidea

e) Diplópode



Resposta: C



03. A maior parte do sistema nervoso de um artrópode encontra-se:



a) sobre o tubo digestivo

b) abaixo do tubo digestivo

c) em torno do tubo digestivo

d) lateralmente ao tubo digestivo

e) na parte anterior do tubo digestivo



Resposta: B



04. São principalmente aquáticos os artrópodes da classe dos:



a) aracnídeos

b) crustáceos

c) quilópodes

d) insetos

e) diplópodes



Resposta: B



05. (PUCC) As glândulas hepáticas encontradas nos crustáceos estão relacionadas à:



a) produção de enzimas

b) absorção de alimentos

c) produção de gametas

d) absorção de excreções

e) produção de hormônios



Resposta: A



06. (MED – Taubaté) É um subfilo extinto dos Artrópodes:



a) Chelicerata

b) Trilobita

c) Mandibulata

d) Onycophora

e) Todos os citados



Resposta: B



07. (USP) O esquema abaixo representa uma secção transversal do abdome de:





a) um escorpião

b) uma aranha

c) uma abelha

d) um camarão

e) uma barata



Resposta: D



08. (SANTA CASA) Um zoólogo escolheu, dentre as características relacionadas a seguir, as que são comuns à Anelídeos e

Artrópodes:



I. corpo segmentado

II. presença de cutícula secretada pela epiderme

III. formação de mesoderme a partir de células embrionárias especiais

IV. presença de celoma

V. presença de três estágios larvais



Identifique a alternativa correta:



a) todas, exceto a I

b) apenas III e IV

c) apenas a V

d) I, II e III apenas

e) Apenas a III, a IV e a V.



Resposta: B



09. (CESGRANRIO) O que diferencia os termos infecção e infestação?



a) Infestação é ataque de agentes vivos sobre metazoários e infecção sobre protozoários.

b) Infestação é doença causada por organismos grandes e também se chama parasitose, e infecção é

doença causada por bactérias;

c) Infestação é termo referente à células eucariontes e infecção à células procariontes;

d) Infestação é ataque por invasão maciça de agentes e infecção é ataque por agentes isolados;

e) Infestação é doença de origem microbiológica e infecção é estágio de cura das doenças alérgicas.



Resposta: B



10. (CESCEM) As alternativas apresentam cinco associações entre organismos e estruturas ou fenômenos neles encontrados.

Qual delas está errada?



a) esponjas – digestão intracelular

b) celenterados – respiração pela superfície do corpo

c) platielmintos – excreção de ácido úrico

d) nematóides – ausência de cílios e flagelos

e) artrópodes – musculatura estriada



Resposta: C


Anelídeos - Exercícios resolvidos

01. (FUVEST) Um animal com tubo digestório completo, sistema circulatório fechado, sangue com hemoglobina e hermafrodita

pode ser:



a) uma minhoca

b) uma planária

c) uma barata

d) um caramujo

e) uma lombriga



Resposta: A



02. (UNESP) Um determinado animal monóico apresenta clitelo, moela, nefrídeos, cerdas, circulação fechada e respiração

cutânea. Utilizando estas informações, responda:



a) Qual é o nome deste animal e a que filo pertence?

b) Cite um exemplo de outro animal do mesmo filo, mas de diferente classe.



ResOLUÇÃO: a) Trata-se da minhoca. Ex.: Pheretima hawaiana. Pertence ao filo dos anelídeos.

b) Hirudo medicinalis (sanguessuga). Classe dos hirudíneos.



03. (FAAP) Num passado não muito distante, um tipo de animal era vendido em barbearias e em boticários para fazer a

sangria. Acreditava-se que a sangria feita por esses animais podia curar uma grande série de males que afligissem uma

pessoa. Que animal era utilizado e a qual filo pertence?



a) lesma, do filo Molusca;

b) minhoca, do filo Anelida;

c) lesma, do filo Artropoda;

d) sanguessuga, do filo Anelida;

e) amarelão, do filo Asquielminte.



Resposta: D



04. (UNISA) O intestino da minhoca apresenta internamente, na sua parte posterior, uma dobra denominada tiflossole, cuja

função é:



a) aumentar a superfície de absorção dos nutrientes;

b) excretar os detritos vegetais ingeridos;

c) triturar os detritos vegetais;

d) armazenar o alimento triturado;

e) produzir enzimas digestórias.



Resposta: A



05. (MACKENZIE) Indivíduos hermafroditas costumam garantir a variabilidade genética através de:



a) brotamento

b) partenogênese

c) autofecundação

d) estrobilização

e) fecundação cruzada.



Resposta: E



06. (MACKENZIE) Tiflossole e cecos intestinais são estruturas presentes no tubo digestório de alguns animais. Nos seres humanos, suas funções são desempenhadas:



a) pelo esôfago

b) pelo estômago

c) pelo fígado

d) pela mucosa gástrica

e) pelas vilosidades e microvilosidades intestinais



RESPOSTA: E



07. (MED. - Taubaté) Vermes segmentados marinhos, límnicos e terrestres, triblásticos, celomados, com segmentação metamérica e aparentados com os artrópodes. Trata-se de:



a) nematóides

b) cestóides

c) anelídeos

d) platielmintes

e) celenterados



RESPOSTA: C



08. (UNISA) Nas minhocas a fecundação é _____________ e o desenvolvimento é _____________.



a) interna; direto;

b) externa; direto;

c) interna; indireto;

d) externa; indireto;

e) interna; indireto com larva trocófora.



RESPOSTA: B



09. (FUND. Carlos Chagas) A hemoglobina é um pigmento vermelho dissolvido no plasma sangüíneo das minhocas. Sua função é o(a):



a) transporte de gases

b) transporte de alimentos

c) fagocitose

d) digestão

e) defesa



RESPOSTA: A



10. (FUND. Carlos Chagas) O sistema circulatório de platelmintos, nematóides, moluscos e anelídeos é, respectivamente:



a) aberto, aberto, fechado e fechado;

b) ausente, ausente, fechado e fechado;

c) ausente, ausente, aberto e fechado;

d) aberto, fechado, ausente e aberto;

e) ausente, fechado, aberto e fechado.



RESPOSTA: C


Anfíbios - Exercícios resolvidos

01. (FUVEST) No vertebrados, o centro responsável pela coordenação muscular situa-se no cerebelo. Esta parte do encéfalo é mais desenvolvida em animais que se locomovem muito bem nas três dimensões do espaço e necessitam ter o sentido do equilíbrio bem desenvolvido. De acordo com estes dados, o animal cujo cerebelo é menos desenvolvido é:



a) o gavião

b) o tubarão

c) o sapo

d) o macaco

e) a sardinha



RESPOSTA: C



02. Nos anfíbios, a respiração cutânea compensa a:



a) falta de hemoglobina no sangue;

b) falta de irrigação sangüínea na pele;

c) falta de respiração pulmonar;

d) pequena superfície dos pulmões;

e) mistura de sangue arterial e venoso nos átrios.



RESPOSTA: D



03. (PUCC) Se tomarmos um sapo como protótipo dos vertebrados, podemos afirmar que:



a) eles, apresentam, na fase embrionária, sistema nervoso dorsal, porém ganglionar;

b) eles apresentam o ânus formado a partir do blastóporo;

c) eles não apresentam, em nenhuma fase de sua vida, a notocorda;

d) eles não apresentam fendas branquiais;

e) n.d.a.



RESPOSTA: B



04. No coração dos anfíbios adultos:



a) circula apenas sangue venoso;

b) circula apenas sangue arterial;

c) circulam, separadamente, sangue venoso e arterial;

d) misturam-se no ventrículo sangue arterial;

e) misturam-se no átrio os sangues arterial e venoso.



RESPOSTA: D



05. (MED. MARÍLIA) Referindo-se aos anfíbios, pode-se afirmar que:



a) apresentam respiração cutânea;

b) são homeotérmicos;

c) possuem coração com quatro cavidades;

d) não apresentam fase larval;

e) todos apresentam quatro patas.



RESPOSTA: A



06. Os anfíbios podem apresentar respiração:



a) só pulmonar;

b) cutânea, traqueal e pulmonar;

c) traqueal, branquial e pulmonar;

d) cutânea, branquial e pulmonar;

e) cutânea, branquial e pulmonar.



RESPOSTA: D



07. O sistema excretor dos anfíbios é, na fase adulta:



a) pronefros sem bexiga urinária;

b) profenos com bexiga urinária;

c) mesofrenos com bexiga urinária;

d) mesofrenos sem bexiga urinária;

e) metanefros com bexiga urinária.



RESPOSTA: C



08. (UBERABA) Apresentam uma única vértebra cervical denominada atlas, os(as):



a) anfíbios

b) répteis

c) anfíbios e répteis

d) aves

e) n.d.a.



RESPOSTA: A



09. (FUVEST) Assinale a alternativa que contém um vertebrado em cujo ciclo de vida ocorre um estágio larval:



a) tubarão

b) sapo

c) tartaruga

d) galinha

e) cachorro



RESPOSTA: B



10. (VUNESP) Vertebrados anamniotas, tetrápodos, poiquilotermos, de respiração branquial durante a vida larvária

e pulmonar na fase adulta são:



a) répteis

b) mamíferos

c) anfíbios

d) aves

e) peixes



RESPOSTA: C

As angiospermas são as plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, órgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução, produzem flores, frutos e sementes.

 

As angiospermas (do grego aggeion, vaso, e sperma, semente) compartilham uma série de características com as gimnospermas. Dentre elas, destacam-se a reprodução por flores (fanerógamas) e a produção de sementes (espermatófitas). A flor das angiospermas é bem diferente da flor das gimnospermas e caracteriza-se por ser mais aparente e com estrutura complexa. No entanto, a grande novidade evolutiva e exclusiva das angiospermas é a presença de um fruto envolvendo a semente.

 

A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas, que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, como os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algumas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cereais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação humana.

 

Características gerais

 

As angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores (com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes, são pouco comuns no Brasil.

 

A flor: A flor das angiospermas corresponde a uma estrutura formada por vários elementos cujo objetivo é a reprodução da espécie.Em geral, ao observar uma flor, identificam-se os seguintes componentes: pedúnculo, receptáculo, cálice, corola, androceu e gineceu.

 

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas anemófilas, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas. As plantas que praticam a polinização entomófila, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de essências que as dotam de delicados aromas.

 

Reprodução: As angiospermas, assim como outros grupos vegetais, caracterizam-se por um ciclo de vida com alternância de gerações: a geração diplóide, o esporófito, reproduz-se por meio de esporos, e a geração haplóide, o gametófito, reproduz-se por meios de gametas.

 

Nas fanerógamas, a alternância de gerações é pouco evidente, já que o gameta surge na flor do esporófito. O gametófito é muito reduzido e tem uma duração muito curta quando comparada ao esporófito. Apresenta-se como uma estrutura sem pigmentação verde, cuja nutrição é garantida pelo esporófito, sobre o qual se desenvolve.

 

Já nas briófitas e nas pteridófitas, o gametófito é uma estrutura independente e fotossinteticamente ativa.

 

Fecundação: A fecundação depende inicialmente da transferência dos grãos de pólen desde as anteras até a abertura superior dos carpelos. Esse processo denomina-se polinização e depende de um meio de transporte para os grãos de pólen. Quando o meio utilizado for o vento, a polinização denomina-se anemofilia. Quando o agente polinizador for um inseto, entomofilia, e quando for uma ave, ornitofilia, dentre outros.

 

Assim como as gimnospermas, as angiospermas também são denominadas sifonógamas pela participação do tubo polínico no encontro dos gametas masculinos e femininos. Para que a fecundação ocorra, o tubo polínico libera as duas células espermáticas, esse processo é denominado dupla fecundação e é característico das angiospermas.

 

A semente e o fruto: A partir da dupla fecundação, tem início uma série de modificações que culmina na formação da semente e do fruto.

 

O conjunto formado pelo embrião, pelo endosperma e pelo tegumento corresponde à semente. A semente é derivada da fusão dos gametas masculinos e femininos e também de tecidos do óvulo. Portanto, contém tanto células do novo como do antigo esporófito. Logo após a formação, a semente entra num estado de metabolismo reduzido denominado dormência.

 

A semente é uma estrutura temporária que protege o embrião contra a falta de água e a ação de predadores, além de aumentar as chances de dispersão.

 

Paralelamente à formação da semente, as paredes do ovário iniciam um processo de crescimento que origina o fruto, que é o próprio ovário desenvolvido, também denominado pericarpo. O fruto é formado pelas seguintes partes: epicarpo (casca), mesocarpo (polpa) e endocarpo (polpa em contato com a semente).

 

Quando a semente é liberada da planta e atinge o solo em condições favoráveis ao seu desenvolvimento, ela sai da dormência, germina e constitui uma plântula que originará uma nova planta.

 

 

Sistemática

 

As angiospermas são representadas por uma única divisão: Anthophyta. Apesar disso, correspondem ao grupo mais diversificado de todas as plantas, com aproximadamente 250 mil espécies, que distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

 

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas desenvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião. Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contudo, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbóreo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por nervuras paralelas.

 

A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era mesozóica.

 

Dicotiledôneas: As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se destacam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales, magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales, mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

 

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; outras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobreiro.

 

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

 

A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

 

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e o boldo.

 

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxicos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

 

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silvestres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies ornamentais odoríferas, como o resedá.

 

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

 

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

 

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

 

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as ligam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação humana, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

 

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obtidas inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

 

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentícias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou medicinal, como a beladona e o meimendro.

 

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

 

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

 

Monocotiledôneas: No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, bromeliales, poales e arecales.

 

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na ordem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

 

Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande importância econômica.

 

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação.

 

 

Bibliografia

 

MARCZWSKI, Maurício, Ciências Biológicas volume 2 / Maurício Marczwski, Eduardo Vélez – São Paulo: FTP, 1999 – (Coleção Ciências Biológicas).

 

BARSA, Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, 1999.

 

SANTOS, Judite Maria Velásquez, Biologia: 1ª série ensino médio / Judite Maria Velásquez Santos, Paulo Marcos Lopes, Sônia Mozelli. – Belo Horizonte: Editora Universidade, 2003. – (Coleção Pitágoras).

O caule é uma estrutura importante para o vegetal, já que além de conduzir as seivas bruta e elaborada, num vai-e-vem entre a raiz e a copa das árvores ou arbustos, ou até as folhas no caso de vegetais mais simples. Também é responsável pela sustentação do corpo da planta.

 

Na figura abaixo, pode-se perceber as partes em que se divide um caule: gema terminal (no ápice, é responsável pelo crescimento do vegetal), nó (de onde saem as folhas, ou flores, ou uma ramificação do caule), entrenó (região que fica entre dois nós) e gema axilar (produz folhas ou ramo folioso e geralmente não se desenvolve como a gema terminal).

Caule

 

Nesta outra figura é possível observar as camadas de um caule, após anos de crescimento: córtex, súber (presente nas plantas com crescimento secundário), câmbio cortical, floema, xilema e a medula (bem ao centro, em algumas situações quando há o crescimento secundário esta medula parenquimatosa desaparece).

Camadas do Caule

 

Camadas do Caule

 

As plantas apresentam células meristemáticas que são responsáveis pelo crescimento das estruturas vegetais. Existem dois tipos de meristemas: meristema apical e meristema lateral. O crescimento dos vegetais acontece de duas formas:

 

- Crescimento primário: dado a partir do meristema apical, desenvolve o corpo primário (sentido vertical) da planta. Formando gomos que darão origem a ramos e folhas.

 

- Crescimento secundário: é quando há adição de tecidos vasculares ao corpo primário do vegetal, graças à atividade do câmbio vascular e do felogênio (meristemas laterais). Esse crescimento se dá lateralmente (ou na horizontal), “encorpando” a planta.

 

Levando em consideração o quesito “desenvolvimento caulinar”, podemos classificar o caule em:

 

- Erva: pouco desenvolvida, pequena consistência em razão da pouca ou nenhuma lenhificação.

 

- Subarbusto: pequeno porte, maior que a erva, atingindo aproximadamente 1m de altura, com base lenhosa e o restante do caule é de consistência herbácea.

 

- Arbusto: Acima do subarbusto, atingindo mais ou menos 5m de altura, resistente e lenhoso, ramificado a partir da base.

 

- Arvoreta: possui a mesma estrutura arquitetônica de uma árvore, sendo que atinge no máximo 5m de altura.

 

- Árvore: Normalmente maior que 5m de altura, tronco bem definido, sem ramos na parte inferior e a parte ramificada do vegetal constitui a copa.

 

- Liana: cipó trepador que atinge muitos metros de comprimento.

 

Quanto à consistência do caule é possível classificar em:

 

- Herbácea: caules de consistência herbácea tem aspecto de ervas, não-lenhificado, delicado. Podendo ser rompido num apertar de unhas, ou seja, facilmente.

 

- Sublenhosa: resistente (duro) na base que é toda lenhificada, mas tem o ápice não-lenhificado.

 

- Lenhosa: consistente e resistente como um todo, lenhificado, é possível perceber um crescimento secundário significativo.

 

E ainda se considerar o habitat do vegetal, podemos classificar o caule em:

 

- Aéreo: todo caule que estiver acima do solo. Ex.: bambu, palmeiras, veideiras.

 

- Subterrâneo: todo caule que estiver abaixo (dentro) do solo. Ex.: cebola, alho lírio.

 

- Aquático: todo caule que estiver na água. Ex.: elódea, aguapé.

 

Bibliografia:

VIDAL, Waldomiro Nunes & VIDAL, Maria Rosária Rodrigues (1990). Botânica organografica: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. (3 ed.). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.

http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_plantas_angiospermas_caule.htm

http://www.labin.unilasalle.edu.br/infoedu/siteinfoedu1_03/turmasv_site/turma2_01/htmls/md6plantas.htm

http://marilia-araujo.blogspot.com/2009/08/botanica-parte-1.html

http://www.algosobre.com.br/biologia/meristemas-vegetais.html

Bookmark and Share

O SISTEMA DIGESTÓRIO

 

O sistema digestório humano é formado por um longo tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da digestão. Apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus.

A parede do tubo digestivo, do esôfago ao intestino, é formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia.

 

BOCA

 

A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a boca. Aí encontram-se os dentes e a língua, que preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação. Os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas.

 

Características dos dentes

Imagem: http://www.webciencia.com/11_06dente.htm

 

Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas ao maxilar superior e mandíbula, cuja atividade principal é a mastigação. Estão implicados, de forma direta, na articulação das linguagens. Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. A mais externa, o esmalte, é a substância mais dura. Sob o esmalte, circulando a polpa, da coroa até a raiz, está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. A cavidade pulpar é ocupada pela polpa dental, um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental, que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula, na estrutura e composição química assemelha-se ao osso; dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. Através de um orifício aberto na extremidade da raiz, penetram vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo.

 

Tipos de dentes

 

Em sua primeira dentição, o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. À medida que os maxilares crescem, estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos têm a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atrás dele, há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. Em seguida, há dois dentes chamados pré-molares, cada um com duas cúspides. Atrás ficam os molares, que têm uma superfície de mastigação relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.

Imagem: http://www.webciencia.com/11_06dente.htm

 

A língua

 

 

 

A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). De sua combinação resultam centenas de sabores distintos. A distribuição dos quatro tipos de receptores gustativos, na superfície da língua, não é homogênea.

 

As glândulas salivares

 

A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual:

* Glândula parótida - Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.

* Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.

* Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.

 

O sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas (como mostra a figura do lado esquerdo), levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago. Através dos peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias.

 

Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem do alimento para o interior do estômago.

 

FARINGE E ESÔFAGO

 

Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.

 

 

A faringe, situada no final da cavidade bucal, é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório: por ela passam o alimento, que se dirige ao esôfago, e o ar, que se dirige à laringe.

 

O esôfago, canal que liga a faringe ao estômago, localiza-se entre os pulmões, atrás do coração, e atravessa o músculo diafragma, que separa o tórax do abdômen. O bolo alimentar leva de 5 a 10 segundos para percorre-lo.

 

ESTÔMAGO E SUCO GÁSTRICO

O estômago é uma bolsa de parede musculosa, localizada no lado esquerdo abaixo do abdome, logo abaixo das últimas costelas. É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. Sua função principal é a digestão de alimentos protéicos. Um músculo circular, que existe na parte inferior, permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida, possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Quando está vazio, tem a forma de uma letra "J" maiúscula, cujas duas partes se unem por ângulos agudos.

 

 

 

Segmento superior: é o mais volumoso, chamado "porção vertical". Este compreende, por sua vez, duas partes superpostas; a grande tuberosidade, no alto, e o corpo do estômago, abaixo, que termina pela pequena tuberosidade.

 

Segmento inferior: é denominado "porção horizontal", está separado do duodeno pelo piloro, que é um esfíncter. A borda direita, côncava, é chamada pequena curvatura; a borda esquerda, convexa, é dita grande curvatura. O orifício esofagiano do estômago é o cárdia.

 

As túnicas do estômago: o estômago compõe-se de quatro túnicas; serosa (o peritônio), muscular (muito desenvolvida), submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco gástrico). Quando está cheio de alimento, o estômago torna-se ovóide ou arredondado. O estômago tem movimentos peristálticos que asseguram sua homogeneização.

 

O estômago produz o suco gástrico, um líquido claro, transparente, altamente ácido, que contêm ácido clorídrico, muco, enzimas e sais. O ácido clorídrico mantém o pH do interior do estômago entre 0,9 e 2,0. Também dissolve o cimento intercelular dos tecidos dos alimentos, auxiliando a fragmentação mecânica iniciada pela mastigação.

 

A pepsina, enzima mais potente do suco gástrico, é secretada na forma de pepsinogênio. Como este é inativo, não digere as células que o produzem. Por ação do ácido cloródrico, o pepsinogênio, ao ser lançado na luz do estômago, transforma-se em pepsina, enzima que catalisa a digestão de proteínas.

 

 

Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.

 

 

A pepsina, ao catalizar a hidrólise de proteínas, promove o rompimento das ligações peptídicas que unem os aminoácidos. Como nem todas as ligações peptídicas são acessíveis à pepsina, muitas permanecem intactas. Portanto, o resultado do trabalho dessa enzima são oligopeptídeos e aminoácidos livres.

 

A renina, enzima que age sobre a caseína, uma das proteínas do leite, é produzida pela mucosa gástrica durante os primeiros meses de vida. Seu papel é o de flocular a caseína, facilitando a ação de outras enzimas proteolíticas.

 

 

 

A mucosa gástrica é recoberta por uma camada de muco, que a protege da agressão do suco gástrico, bastante corrosivo. Apesar de estarem protegidas por essa densa camada de muco, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. Por isso, a mucosa está sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias. Eventualmente ocorre desequilíbrio entre o ataque e a proteção, o que resulta em inflamação difusa da mucosa (gastrite) ou mesmo no aparecimento de feridas dolorosas que sangram (úlceras gástricas).

 

A mucosa gástrica produz também o fator intrínseco, necessário à absorção da vitamina B12.

 

O bolo alimentar pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e, ao se misturar ao suco gástrico, auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal, transforma-se em uma massa cremosa acidificada e semilíquida, o quimo.

 

Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a maior parte da digestão.

 

INTESTINO DELGADO

 

O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).

A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino.

 

A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgotículas).

Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.

 

 

O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos.

 

A amilase pancreática fragmenta o amido em moléculas de maltose; a lípase pancreática hidrolisa as moléculas de um tipo de gordura – os triacilgliceróis, originando glicerol e álcool; as nucleases atuam sobre os ácidos nucléicos, separando seus nucleotídeos.

 

O suco pancreático contém ainda o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio, formas inativas em que são secretadas as enzimas proteolíticas tripsina e quimiotripsina. Sendo produzidas na forma inativa, as proteases não digerem suas células secretoras. Na luz do duodeno, o tripsinogênio entra em contato com a enteroquinase, enzima secretada pelas células da mucosa intestinal, convertendo-se me tripsina, que por sua vez contribui para a conversão do precursor inativo quimiotripsinogênio em quimiotripsina, enzima ativa.

 

A tripsina e a quimiotripsina hidrolisam polipeptídios, transformando-os em oligopeptídeos. A pepsina, a tripsina e a quimiotripsina rompem ligações peptídicas específicas ao longo das cadeias de aminoácidos.

 

A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas é a enteroquinase. Outras enzimas são as dissacaridades, que hidrolisam dissacarídeos em monossacarídeos (sacarase, lactase, maltase). No suco entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas: os oligopeptídeos sofrem ação das peptidases, resultando em aminoácidos.

 

Suco digestivo

 

 

Enzima

 

 

pH ótimo

 

 

Substrato

 

 

Produtos

 

Saliva

 

 

Ptialina

 

 

neutro

 

 

polissacarídeos

 

 

maltose

 

Suco gástrico

 

 

Pepsina

 

 

ácido

 

 

proteínas

 

 

oligopeptídeos

 

Suco pancreático

 

 

Quimiotripsina

 

Tripsina

 

Amilopepsina

 

Rnase

 

Dnase

 

Lipase

 

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

 

proteínas

 

proteínas

 

polissacarídeos

 

RNA

 

DNA

 

lipídeos

 

 

peptídeos

 

peptídeos

 

maltose

 

ribonucleotídeos

 

desoxirribonucleotídeos

 

glicerol e ácidos graxos

 

Suco intestinal ou entérico

 

 

Carboxipeptidase

 

Aminopeptidase

 

Dipeptidase

 

Maltase

 

Sacarase

 

Lactase

 

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

alcalino

 

 

oligopeptídeos

 

oligopeptídeos

 

dipeptídeos

 

maltose

 

sacarose

 

lactose

 

 

aminoácidos

 

aminoácidos

 

aminoácidos

 

glicose

 

glicose e frutose

 

glicose e galactose

 

No intestino, as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este é atacado pela bile, enzimas e outras secreções, sendo transformado em quilo.

 

A absorção dos nutrientes ocorre através de mecanismos ativos ou passivos, nas regiões do jejuno e do íleo. A superfície interna, ou mucosa, dessas regiões, apresenta, além de inúmeros dobramentos maiores, milhões de pequenas dobras (4 a 5 milhões), chamadas vilosidades; um traçado que aumenta a superfície de absorção intestinal. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas

Imagem: www.webciencia.com/11_13intes.htm

 

Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo. Os produtos da digestão de gorduras (principalmente glicerol e ácidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo fígado, como ocorre com outros nutrientes. Nas células da mucosa, essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis (triglicerídeos) e envelopadas por uma camada de proteínas, formando os quilomícrons, transferidos para os vasos linfáticos e, em seguida, para os vasos sangüíneos, onde alcançam as células gordurosas (adipócitos), sendo, então, armazenados.

 

INTESTINO GROSSO

 

É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus.

 

 

Imagem: www.webciencia.com/11_14intest.htm

 

Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter anal.

 

Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.

 

As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.

 

O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.

GLÂNDULAS ANEXAS

 

Pâncreas

 

Imagem: www.webciencia.com/11_17pancreas.htm

 

 

O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago. O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal, de um corpo e de uma cauda afilada. A secreção externa dele é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini. O canal de Wirsung desemboca ao lado do canal colédoco na ampola de Vater. O pâncreas comporta dois órgãos estreitamente imbricados: pâncreas exócrino e o endócrino.

 

O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas, em estruturas reunidas denominadas ácinos. Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos, por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digestão.

 

O pâncreas endócrino secreta os hormônios insulina e glucagon, já trabalhados no sistema endócrino.

 

Fígado

Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multimídia.

 

 

É o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal.

 

O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos, compostos por colunas de células hepáticas ou hepatócitos, rodeadas por canais diminutos (canalículos), pelos quais passa a bile, secretada pelos hepatócitos. Estes canais se unem para formar o ducto hepático que, junto com o ducto procedente da vesícula biliar, forma o ducto comum da bile, que descarrega seu conteúdo no duodeno.

 

As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas, bem como esteróides, estrógenos e outros hormônios. O fígado é um órgão muito versátil. Armazena glicogênio, ferro, cobre e vitaminas. Produz carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas, e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas. Sintetiza também o colesterol e purifica muitos fármacos e muitas outras substâncias. O termo hepatite é usado para definir qualquer inflamação no fígado, como a cirrose.

 

Funções do fígado:

 

* Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase;

* Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação;

* Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células;

* Metabolizar lipídeos;

* Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras;

* Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo;

* Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.

 

NUTRIÇÃO E SAÚDE

 

A nutrição é fator essencial na manutenção da saúde. Os hábitos alimentares, ou seja, os tipos de alimentos escolhidos pelas pessoas para fazer parte de sua dieta usual, bem como o modo de preparar esses alimentos, variam muito de um povo para outro. Encontramos essa variedade até dentro de um mesmo país, que pode apresentar diferenças regionais quanto à alimentação

 

Apesar disso, é indispensável que os nutrientes essenciais sejam ingeridos diariamente em quantidades adequadas

 

Os nutrientes presentes nos alimentos podem ser enquadrados em três grupos, de acordo com suas funções: plásticos ou estruturais (1), energéticos (2) e reguladores (3).

 

Os nutrientes plásticos são representados principalmente pelas proteínas, que entram na construção de diversas partes da célula. Já os açúcares (carboidratos) e as gorduras (lipídios) são predominantemente nutrientes energéticos, uma vez que fornecem a maior parte da energia do corpo. Essa divisão, porém, não é rigorosa: nosso organismo pode queimar proteínas ingeridas em excesso para obter energia, caso a dieta seja pobre em açúcares e gorduras; por outro lado, os açúcares e as gorduras também tomam parte na formação de certas estruturas do corpo

 

Para manter o bom funcionamento de nosso organismo não basta apenas ingerir quantidades adequadas de nutrientes plásticos e energéticos. Para que nosso corpo trabalhe em harmonia, são necessários nutrientes reguladores, como as vitaminas, que controlam a queima de açúcares, a produção de proteínas, a formação dos ossos etc.

 

Já os sais minerais desempenham tanto funções reguladoras quanto funções plásticas.

 

Nutrição e Equilíbrio do Corpo

 

Todos os sistemas de um organismo trabalham em conjunto no sentido de manter suas condições internas compatíveis com a vida (homeostase). Uma falha nesse controle pode determinar uma doença ou até mesmo a morte do organismo. Todos os processos vitais, por mais variados que possam ser, têm apenas uma única finalidade, que é a de manter constantes as condições de vida do ambiente interno do corpo. Essa capacidade de auto-regulação presente em todas as formas de vida foi denominada homeostase.

 

SAIS MINERAIS

 

Quem tem uma dieta equilibrada entre carnes, vegetais, ovos e leite não precisa se preocupar com a falta desses ingredientes químicos. Alguns estão presentes em maior quantidade nos vegetais verdes, outros na carne, mas todos são comuns na maioria dos alimentos

 

Vários elementos químicos, como selênio, zinco e cobre são importantes para o bom funcionamento do organismo, apesar das quantidades diárias necessárias serem pequenas - inferiores a 20 mg por dia; por isso, são considerados micronutrientes (nutrientes necessários em pequenas quantidades, mas essenciais ao bom funcionamento do organismo). Outros elementos, como cálcio, fósforo, enxofre, potássio, sódio, cloro e magnésio, são necessários em quantidades relativamente altas, que ultrapassam os 100 mg por dia - são os macronutrientes

 

O homem necessita de cerca de 21 elementos químicos diferentes. Desses, a matéria viva se constitui principalmente de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Por isso, os quatro são chamados de elementos de constituição. O carbono forma a estrutura básica de todas as moléculas orgânicas

 

Os sais minerais podem ser encontrados sob forma não-solúvel, como constituintes estruturais de certas partes do corpo (ossos), ou sob a forma solúvel em água, sendo, nesse caso, dissociados em seus íons constituintes. É sob a forma de íons que exercem importante papel no metabolismo.

 

1- FLÚOR: combina-se com o fosfato de cálcio presente nos dentes, formando fluoropatita, muito mais resistente. Com isso os dentes ficam protegidos da ação corrosiva dos ácidos produzidos pela fermentação de bactérias da boca, evitando a cárie. É encontrado na água fluorada. A ingestão excessiva favorece o aparecimento de manchas nos dentes.

 

2- POTÁSSIO: influencia a contração muscular e a atividade dos nervos, sendo o principal cátion (íon positivo) intracelular. Participa, juntamente com o sódio e o cloro, da manutenção do equilíbrio osmótico celular, ajudando a eliminar água em excesso do corpo e regulando o pH do sangue. Atua no metabolismo de carboidratos e proteínas. É encontrado em carnes, leite e muitos tipos de frutas, verduras e legumes. Estudos demonstram que dietas ricas em potássio previnem a hipertensão e doenças cardiovasculares; sua deficiência ou excesso pode levar a problemas cardíacos.

 

3- SÓDIO: principal cátion (íon positivo) do líquido extracelular. Importante no balanço de líquidos do corpo (atua na retenção de líquidos corporais); essencial para a condução do impulso nervoso. É encontrado no sal de cozinha, em alimentos marinhos, os de origem animal e industrializados. O consumo excessivo predispõe à hipertensão e sobrecarrega os rins.

 

4- COBRE: Atua na integridade cardiovascular e na saúde do SNC, funcionando em equilíbrio com o zinco e a vitamina C na formação da elastina, uma proteína da pele. Componente de muitas enzimas, dentre elas, enzimas respiratórias e enzimas que participam da síntese da hemoglobina. Encontrado no fígado, ovos, peixe, mariscos, chocolate, trigo integral e feijão. Se o consumo de vitamina C ou ferro for muito alto, há interferência no metabolismo do cobre.

 

 

5- MANGANÊS: necessário para a ativação de diversas enzimas; importante no mecanismo de amadurecimento celular; ajuda o selênio a eliminar os radicais livres. Encontrado em cereais integrais, gema de ovo e vegetais verdes.

 

6- CÁLCIO: é o mineral mais abundante no corpo humano, sendo componente importante dos ossos e dos dentes. É essencial para a coagulação do sangue e necessário ao funcionamento normal de nervos e músculos, inclusive o cardíaco, bem como ao funcionamento normal da membrana plasmática (permeabilidade seletiva).

 

 

Previne a osteoporose (degeneração óssea que ocorre principalmente em mulheres na idade pré e pós-menopausa, devido à redução drástica do estrógeno, hormônio sexual feminino responsável, entre outras funções, pela fixação de cálcio nos ossos), coágulos e ajuda a reduzir a pressão arterial. Participa da estrutura protéica dos ácidos nucléicos (histonas). É encontrado em vegetais verdes (pouca quantidade), leite e derivados, ostra, sardinha, soja. Os sinais de deficiência incluem cãibras, nervosismo, palpitações e unhas quebradiças.

 

7- SELÊNIO: faz parte das enzimas destruidoras de radicais livres (glutadiona peroxidase, uma enzima antioxidante), moléculas instáveis liberadas durante a produção de energia, que estão prontas para se ligarem a quaisquer moléculas que encontram pela frente, para roubar elétrons. Os radicais são acusados de causar o envelhecimento e várias doenças, como problemas no coração e câncer. Está associado ao metabolismo de gorduras e vitamina E. Encontrado na cebola, na castanha-do-pará, na carne, no peixe e frutos do mar em geral, em grãos, no leite e na água.

 

8- MOLIBDÊNIO: ajuda na eliminação de radicais livres e na conversão das gorduras ingeridas em outros outras facilmente metabolizáveis pelo organismo. Indispensável para que o organismo processe o nitrogênio, sendo essencial para o funcionamento normal das células. É encontrado em folhas verdes, legumes e cereais.

 

9- FERRO: componente da hemoglobina (proteína encontrada nas hemácias, responsável pelo transporte de oxigênio), mioglobina e enzimas respiratórias; fundamental para a respiração celular. Associado a proteínas e zinco, é essencial durante a fase de crescimento e na gravidez. A vitamina C pode aumentar a absorção de ferro em até 30%. Encontrado no fígado, coração, ostras, feijão, carnes, gema de ovo, legumes e vegetais verdes. Quantidades excessivas de zinco ou ingestão conjunta com cálcio interferem na absorção de ferro. Ferro em excesso aumenta a produção de radicais livres e está associado a doenças cardíacas. Sua deficiência provoca anemia, hemorragia intestinal e fluxo menstrual excessivo.

 

10- ZINCO: componente de muitas enzimas, atua em várias funções metabólicas vitais, como digestão, síntese de proteínas e de ácidos nucléicos, estando relacionado à multiplicação celular; mantém os níveis sanguíneos de vitamina A; auxilia na cicatrização de ferimentos; faz parte da molécula de muitas enzimas antioxidantes. Encontrado em carne, ovos, peixe, crustáceos, leite e legumes, farelo de trigo.

 

11- IODO: componente dos hormônios da glândula tireóide, que estimulam o metabolismo do corpo e controlam o fluxo de energia; ajuda no metabolismo de gorduras. Encontrado em frutos do mar, sal de cozinha iodado e laticínios. Sua carência pode acarretar bócio (papo formado pelo crescimento da glândula tireóide), falta de memória, dificuldade de aprender a ler, cansaço diário e retardamento físico e mental (em crianças).

 

12- FÓSFORO: indispensável para a formação do ATP, sendo essencial para o armazenamento e transferência de energia nas células, componente importante dos ácidos nucléicos, sendo indispensável à multiplicação celular. Componente dos ossos e dos dentes. Desempenha papel importante no metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas. Mantém a integridade do sistema nervoso central e dos rins. Auxilia o corpo na utilização de vitaminas. Encontrado em leite e derivados, carne, peixe, ovos, nozes e cereais. Tanto o excesso quanto a deficiência interferem na absorção de cálcio e no metabolismo.

 

13- COBALTO: componente da vitamina B12, essencial para a produção das hemácias. Sua falta leva à anemia perniciosa. Encontrado em carnes e laticínios.

 

14- ENXOFRE: componente de muitas proteínas, essencial para a atividade metabólica normal; importante na conversão de alguns metais pesados tóxicos em compostos solúveis em água, ajudando na sua eliminação. Encontrado em carnes e legumes.

 

15- MAGNÉSIO: É vital para a estrutura dos ossos. Componente de muitas coenzimas, sendo essencial para a síntese de ATP; necessário para o funcionamento normal de nervos e músculos. Ativa diversas enzimas que atuam no processo digestivo. Juntamente com o cálcio, atua na permeabilidade das membranas. Participa, nas plantas, da molécula de clorofila, indispensável para o processo de fotossíntese. Atua como protetor do músculo cardíaco. Encontrado em cereais integrais, amêndoa, castanha de caju, milho, ervilha, soja, vegetais verdes e alimentos marinhos.

 

16- CROMO: seu papel não é totalmente conhecido, mas sabe-se que ele participa, junto com a insulina na metabolização de açúcares dentro do organismo, mantendo os níveis ideais de açúcar no sangue. Reduz os níveis de colesterol. Encontrado em carne, queijos e laticínios, cereais integrais, batata, fígado, levedo de cerveja, frutas e legumes verdes.

 

17- CLORO: principal ânion (íon negativo) do líquido extracelular. Importante no balanço de líquidos do corpo e na manutenção do pH. Encontrado no sal de cozinha e muitos tipos de alimentos

 

Descobriu-se, recentemente, que o germânio tem ação antioxidante em tubos de ensaio. É encontrado na babosa, confrei, alho, ginseng, cogumelo shitake e cebola.

VITAMINAS

 

A descoberta das vitaminas e seu papel no metabolismo foi um dos grandes feitos científicos do século XX. Vitaminas são substâncias orgânicas essenciais, que têm de ser obtidas do alimento, uma vez que o organismo não consegue fabricá-las. Atuam como coenzimas em diversas reações enzimáticas, sendo fundamentais ao bom funcionamento do organismo. Na ausência de uma determinada vitamina, não se forma a holoenzima correspondente, o que altera o metabolismo das células.

 

O ritmo da vida moderna é um notório ladrão de nutrientes. Em primeiro lugar, porque quase ninguém tem tempo para fazer uma refeição adequada. Em segundo, porque o estressante corre-corre se traduz no corpo como uma descarga de hormônios que atrapalham a ação das vitaminas; sem contar outros hábitos que prejudicam essas substâncias. Um comprimido de aspirina faz com que a vitamina C de um suco de laranja tenha um prazo três vezes menor para agir, antes de ser eliminada pela urina. Os componentes das pílulas anticoncepcionais acabam com boa parte das moléculas de vitamina B disponíveis no sangue.

 

O alcoolismo é a maior causa de deficiência vitamínica no país, pois o álcool interfere na sua absorção e as vitaminas B estocadas no corpo são usadas para degradar a bebida no fígado.

 

A molécula de vitamina C termina aniquilada pela nicotina do cigarro, quando as duas se esbarram na corrente sanguínea. De 1/3 a 100% de toda a vitamina ingerida pode terminar inutilizada desse jeito.

 

A falta de vitamina C é uma das explicações para a incidência de aterosclerose - as placas de gordura nas artérias, comuns nos fumantes. Dentro dos vasos sanguíneos, a vitamina C, a E e uma família de moléculas protetoras chamadas fenóis (presentes nas uvas vermelhas), formam uma barreira para impedir a reação dos radicais livres com o colesterol que, depois da reação, se depositam com facilidade nas paredes das artérias, criando placas que crescem até o sangue não conseguir passar.

 

Os atletas também não se encontram fora de risco: ao suar a camisa, o esportista está perdendo muitas moléculas de vitamina B12. Na verdade, ele perde todas as do complexo B e a C, que se dissolvem na água do suor.

 

As refeições do nosso dia-a-dia já são desvitaminadas: na preparação dos alimentos são perdidas muitas vitaminas: algumas vitaminas dissolvem-se rapidamente na água, usada na preparação de ensopados e vegetais cozidos, como as vitaminas do complexo B e vitamina C.

 

 

As vitaminas A, D, E e K, como são lipossolúveis, dissolvem-se facilmente no óleo usado na preparação dos alimentos. Além disso, a alta temperatura usada no preparo das refeições estraga as moléculas de muitas vitaminas.

 

Existe uma larga faixa de pessoas com a chamada deficiência marginal: elas têm vitamina a menos, mas não chegaram a ponto de apresentarem sintomas específicos de doença. Sentem coisas diversas como cansaço, falta de apetite e irritação constantes, sintomas que geralmente são rotulados como estresse. Outras manifestam os sintomas da avitaminose, apresentados no quadro a seguir.

VITAMINA USO NO CORPO AVITAMINOSE (DEFICIÊNCIA) PRINCIPAIS FONTES

 

A

 

(retinol)

 

 

Componente de pigmentos visuais, importante na manutenção e integridade dos epitélios; combate os radicais livres; evita a “cegueira noturna”.

 

 

cegueira noturna, xeroftalmia (olhos secos); espessamento da córnea, lesões de pele.

 

 

vegetais amarelos (cenoura, abóbora, batata doce, milho), pêssego, nectarina, ovo, leite e derivados.

 

B1

 

(tiamina)

 

 

Auxilia na oxidação dos carboidratos (coenzima da respiração celular); estimula o apetite, mantém o tônus muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso, previne o beribéri (enfraquecimento dos músculos que pode levar a uma total paralisia).

 

 

perda de apetite, fadiga muscular, nervosismo, beribéri (deficiência cardíaca, neurite)

 

 

cereais integrais, feijão, fígado, carnes, ovos, fermento de padaria, vegetais folhosos.

 

B2

 

(riboflavina)

 

 

Auxilia a oxidação dos alimentos (componente do FAD e de outras coenzimas do metabolismo energético). Essencial à respiração celular; mantém a tonalidade saudável da pele. Atua na coordenação motora.

 

 

lesões de epitélios: ruptura da mucosa da boca, dos lábios, da língua e das bochechas.

 

 

vegetais folhosos (couve, repolho, espinafre etc), carnes magras, ovos, fermento de padaria, fígado, leite.

 

B3

 

(niacina ou ácido nicotínico)

 

 

Mantém o tônus nervoso e muscular e o bom funcionamento do aparelho digestivo. Componente do NAD e do NADP, importantes na respiração celular e fotossíntese, respectivamente.

 

 

inércia e falta de energia, nervosismo extremo, distúrbios digestivos, pelagra (diarréia crônica, dermatite e alterações neurológicas).

 

 

fermento de padaria, carnes magras, ovos fígado, leite, cereais integrais, legumes.

 

B6

 

(piridoxina)

 

 

Auxilia a oxidação dos alimentos, mantém a pele saudável; coenzima do metabolismo dos aminoácidos.

 

 

doenças de pele, distúrbios nervosos, inércia e extrema apatia, cálculos renais.

 

 

fermento de padaria, cereais integrais, fígado, carnes magras, leite, peixe, cereais integrais e verduras.

 

B12

 

(cianocobalamina)

 

 

Importante na fabricação dos glóbulos vermelhos do sangue e no bom funcionamento das células do corpo (coenzima do metabolismo dos ácidos nucléicos; importante na divisão celular).

 

 

anemia perniciosa, hemácias malformadas, alterações neurológicas.

 

 

fígado, peixe, carne, ovos.

 

Ácido fólico (*)

 

 

Coenzima do metabolismo dos ácidos nucléicos e dos aminoácidos.

 

 

anemia, diarréia

 

 

folhas verdes, cerais integrais, fígado.

 

Ácido pantotênico

 

 

Componente da coenzima A, sendo importante na respiração celular.

 

 

fadiga, distúrbios do sono, incoordenação motora.

 

 

amplamente distribuído na dieta.

 

Biotina

 

 

Coenzima do metabolismo dos aminoácidos.

 

 

fadiga, depressão, náusea, dermatite, dor muscular.

 

 

verduras, legumes e carnes.

 

C (*)

 

(ácido ascórbico)

 

 

Mantém a integridade dos vasos sanguíneos e a saúde dos dentes. Importante na cicatrização de feridas e queimaduras, na absorção de ferro e no combate aos radicais livres. Previne infecções e o escorbuto (hemorragias espontâneas nas mucosas, redução na ossificação e deficiência nos processos de cicatrização)

 

 

inércia e fadiga em adultos, insônia e nervosismo em crianças, sangramento das gengivas, dores nas juntas, dentes alterados, escorbuto

 

 

frutas cítricas (limão, lima, laranja), tomate, couve, repolho e outros vegetais folhosos, pimentão.

 

D (**)

 

(calciferol)

 

 

Atua no metabolismo do cálcio e do fósforo; mantém os ossos e os dentes em bom estado; previne o raquitismo (alterações e deformidades do esqueleto) em crianças e a osteomalácia (amolecimento dos ossos) nos adultos.

 

 

problemas nos dentes, ossos fracos, contribui para os sintomas de artrite, raquitismo

 

 

óleo de fígado de bacalhau, fígado, ovos, leite e derivados, cereais.

 

E

 

(tocoferol)

 

 

Promove a fertilidade, previne o aborto; atua no sistema nervoso involuntário, no sistema muscular e nos músculos involuntários; previne danos à membrana celular; ajuda a combater os radicais livres.

 

 

esterilidade em homens, aborto

 

 

óleo de germe de trigo, carnes magras, laticínios, alface, óleo de amendoim, peixes, folhas verdes.

 

K

 

(naftoquinona)

 

 

Atua na coagulação do sangue (produção de fatores de coagulação pelo fígado), previne hemorragias

 

 

hemorragias graves, sangramentos internos

 

 

vegetais verdes, tomates, castanha, sementes oleaginosas.

 

(*) As vitaminas assinaladas não resistem ao cozimento; são termolábeis.

 

(**) A vitamina D não é encontrada pronta na maioria dos alimentos; estes contêm, em geral, um precursor que se transforma na vitamina, quando exposto aos raios ultravioleta da luz sol.

Distúrbios alimentares

 

Os distúrbios alimentares são responsáveis pelos maiores índices de mortalidade entre todos os tipos de transtornos mentais, ocasionando a morte em mais de 10% dos pacientes.

 

A grande maioria - mais de 90% - daqueles que sofrem de transtornos alimentares são mulheres adolescentes e jovens. Uma das razões pelas quais mulheres dessa faixa etária são mais vulneráveis a esses transtornos é a tendência de fazerem regimes rigorosos para obterem a silhueta "ideal".

 

Falaremos de cada um deles agora. Leia com atenção e, ao se identificar com algum deles, procure um especialista.

 

Anorexia nervosa

 

É muito bom redescobrir as formas do corpo à medida que o ponteiro da balança começa a descer, mas tem gente que, mesmo sem nunca ter sido gorda, alimenta um desejo obsessivo de ficar magérrima!

 

 

O problema é que essas pessoas não ficam só na vontade de emagrecer. Elas desenvolvem um tipo de rejeição à comida que as faz perder o controle. Isso é a anorexia nervosa, uma disfunção que pode aparecer sozinha ou em parceria com a bulimia (compulsão pela comida, seguida de culpa que faz a pessoa utilizar métodos de expulsão do que comeu, de seu corpo).

 

A rejeição à comida (anorexia, com incidência de 1%) é classificada como um transtorno alimentar e suas vítimas são quase sempre (95% dos casos) mulheres jovens, de 15 a 20 anos, excessivamente preocupadas com a aparência e mais sensíveis às influências dos padrões de beleza em vigor para firmar sua personalidade. A doença também ataca mulheres na faixa dos 30 e raramente as acima dos 40. Porém não quer dizer que a adolescente que adora estar na moda esteja sujeita a manifestar o problema.

 

Um dos primeiros sintomas é a perda da noção que a pessoa tem da sua imagem corporal, mesmo magra ela se vê gorda, acredita que precisa emagrecer ainda mais, e que o melhor jeito é parar de comer. Normalmente essas mulheres não acreditam que este medo de engordar possa ser sinal de alguma disfunção. A prática mostra que uma das partes mais difíceis do atendimento para tratar a anorexia nervosa é convencer a pessoa de que ela está doente.

 

Normalmente, essas pessoas só são levadas à tratamento quando a anorexia já está em nível elevado, ou seja, quando os sinais já são perceptíveis, quando o emagrecimento já é exagerado, aí é que os parentes (pois a pessoa não se vê tão magra) ou amigos próximos percebem que já ultrapassou o limite do normal.

 

 

 

 

A família sempre deve insistir no tratamento mesmo que a doente queira parar. O atendimento especializado é a única saída para controlar o problema antes que o corpo exija atendimento médico por causa de uma emergência.

 

Sem tratamentos, a anorexia nervosa:

 

* Desgasta emocionalmente.

* Debilita os órgãos.

* Provoca distúrbios associados à desnutrição.

* Lesa o aparelho digestivo quando há vômitos constantes.

* Provoca arritmias cardíacas.

 

Nas adolescentes, os principais sinais da anorexia são o enfraquecimento, a perda de peso visível e a ausência de menstruação.

 

Tratamento

 

* Reidratar o organismo, recomeçando a alimentação à base de soros e líquidos (o estômago reduzido por não comer a tempos não suporta alimentos sólidos).

* Introduzir gradualmente alimentos pastosos até chegar aos sólidos.

* A pessoa também vai precisar reaprender a conviver com os outros durante as refeições, entrar em supermercados, fazer compras, ir a festas, participar dos almoços com a família, enfim, voltar a lidar com o lado social da comida.

 

Quanto à imposição, ela só é feita em casos que já estão muito graves, com perigo de morte (arritmia cardíaca, vômitos espontâneos). Para os demais casos ela deixou de ser recomendada porque tira o paciente da vida social, o que dificulta ainda mais a sua readaptação.

 

A psicoterapia é muito importante para a eficácia do tratamento. Através dela a pessoa vai alterar os hábitos adquiridos e voltou a comer.

 

É recomendado também que a família do paciente participe de sessões de terapia familiar em grupo para auxiliar a paciente em seu ambiente.

 

Sintomas

 

* Preocupação excessiva com a alimentação. A pessoa passa a maior parte do tempo pensando no medo de engordar.

* Sensação intensa de culpa e uma ansiedade desproporcional por eventualmente ter saído um pouco da dieta.

* As pessoas dizem que você está muito magra, suas roupas estão cada vez mais largas, mas você não se acha magra e ainda quer perder peso.

* Menstruação irregular, ou não existente.

 

Obs: se você se identificou com um desses tipos, consulte um médico psiquiatra ou endocrinologista.

 

As estatísticas revelam que 90% dos pré-adolescentes com problemas de bulimia e anorexia são filhos de pais obesos ou excessivamente preocupados em emagrecer.

 

Bulimia nervosa

 

 

Pessoas com bulimia nervosa ingerem grandes quantidades de alimentos e depois eliminam o excesso de calorias através de jejuns prolongados, vômitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e obsessiva de exercícios físicos.

 

Devido ao "comer compulsivo seguido de eliminação" em segredo, e ao fato de manterem seu peso normal ou com pouca variação deste, essas pessoas conseguem muitas vezes esconder seu problema das outras pessoas por anos.

 

Assim como a anorexia, a bulimia caracteristicamente se inicia na adolescência. A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres, mas também atinge os homens.

 

 

 

Indivíduos com bulimia nervosa, mesmo aqueles com peso normal, podem prejudicar gravemente seu organismo com o hábito freqüente de comerem compulsivamente e se "desintoxicarem" em seguida.

 

Sintomas comuns da bulimia

 

* Interrupção da menstruação.

* Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de estranhos rituais alimentares.

* Comer em segredo.

* Obsessão por exercício físico.

* Depressão.

* Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.

* Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, evacuação ou diurese.

* Alimentação excessiva sem nítido ganho de peso.

* Longos períodos de tempo no banheiro para induzir o vômito.

* Abuso de drogas e álcool.

 

Personalidade: pessoas que desenvolvem bulimia quase sempre consomem enormes quantidades de alimentos, geralmente sem valor nutritivo, para diminuir o estresse e aliviar a ansiedade. Entretanto, com a extravagância alimentar, surgem a culpa e depressão.

 

Pessoas com profissões ou atividades que valorizam a magreza, como modelos, bailarinos e atletas, são mais suscetíveis ao problema.

 

Tratamento

 

Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor. Quanto mais tempo persistir o comportamento alimentar anormal, mais difícil será superar o distúrbio e seus efeitos no organismo.

 

O apoio e incentivo da família e dos amigos podem desempenhar importante papel no êxito do tratamento. O ideal de tratamento é que a equipe envolva uma variedade de especialistas: um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta individual, de grupo ou familiar.

 

Comer-compulsivo

 

 

 

É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois caracteriza-se por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos (tomar laxantes e/ou provocar vômitos).

 

Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem "empanturradas".

 

Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes.

 

 

 

 

É um transtorno mais freqüente em mulheres.

 

Sintomas

 

* Comer em segredo.

* Depressão.

* Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.

* Abuso de drogas e álcool.

 

Tratamento

 

O êxito é maior quando diagnosticados precocemente. Precisa de um plano de tratamento abrangente, em geral, um clínico, nutricionista ou um terapeuta, para lhe dar apoio emocional constante, enquanto o paciente começa a entender a doença de uma forma de terapia que ensine os pacientes a modificar pensamentos e comportamentos anormais, que em geral, são mais produtivas.

 

Na calada da noite

 

A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating (orgia alimentar). Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.

 

Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.

 

Indivíduos obesos têm maior risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer (estômago/intestino)

 

.

 

GRUPOS DE AJUDA

 

* Vigilantes do Peso - Empresa voltada para a reeducação alimentar e comportamental. Funciona na base de reuniões semanais, nas quais as pessoas recebem orientação nutricional e compartilham suas experiências. Os freqüentadores pagam uma taxa para se inscrever e uma taxa menor por reunião. Tel. 0800-550559.

* Comedores Compulsivos Anônimos - Grupo de auto-ajuda inspirado no modelo dos Alcoólicos Anônimos. Os membros seguem um programa de recuperação de 12 passos e se reúnem semanalmente para compartilhar experiências. O grupo não cobras taxas e enfatiza a dimensão espiritual da cura. Tel. (11) 215-9640

www.afh.bio.br

 

Trata-se do sistema formado pelo conjunto de estruturas responsáveis por:

 

- Reprodução da espécie humana (gameta sexual masculino);

 

- Caracteres sexuais masculinos primários (genitália externa);

 

- Caracteres sexuais masculinos secundários (voz, quantidade e distribuição de pêlos,massa muscular, peso corpóreo,etc.).

 

Possui componentes pares e ímpares

 

 

Testículos

 

- São glândulas reprodutoras masculinas;

 

- Localiza-se no interior da bolsa escrotal, no sentido ântero-ínfero-medial;

 

- Na morfologia externa encontramos os pólos superior e o inferior; bordas anterior e a posterior; e, faces medial e lateral.

 

- Em média tem as dimensões: 5cm de comprimento; 2cm de largura, 3cm de espessura, além do peso de 12 gramas;

 

- São revestidas por uma túnica branco-azulada (albugínea testicular);

 

- Esta, forma na porção média da borda posterior (mediastino testicular);

 

- Daí vão partir septos para o interior do estroma testicular, dividindo-o em pequenas lojas de formato piramidal (lóbulos testiculares);

 

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

 

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

 

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

 

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

 

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

 

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

 

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

 

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

 

- Produzem espermatozóides e hormônios;

 

- Os espermatozóides originam-se das espermatogônias (células situadas nas camadas mais externas dos túbulos seminíferos contorcidos);

 

- Os hormônios masculinos provém de aglomerados de células (células intersticiais), localizadas no tecido conjuntivo frouxo entre os dutos seminíferos.

 

Epidídimo

 

- Alongados e em forma de “C”,curvado sobre o pólo superior e a borda posterior do testículo;

 

- A parte mais anterior e superior é dilatada e representa a cabeça do epidídimo, que se relaciona inferiormente com o pólo superior do testículo;

 

- O corpo do epidídimo, trata-se da porção mais longa e que mantém relação com com a borda posterior do testículo ;

 

- A cauda do epidídimo e a extremidade mais inferior e afilada.

 

- Na porção caudal o ducto do epidídimo aumenta de espessura e diâmetro,e, continua-se com o ducto deferente.

 

- É a primeira estrutura de dutos que transportam espermatozóides;

 

- Sua musculatura lisa se contrai quando há a ejaculação.

 

Ductos Deferentes

 

- Trata-se da continuação do ducto do epidídimo;

 

- Termina quando une-se com o ducto da vesícula seminal;

 

- Tem caráter cordoniforme; tem uma camada muscular bastante espessa;

 

- Desde a cauda do epidídimo até o ducto da vesícula seminal dividi-se em epidídimo:

 

# testicular, # funicular, # inguinal, # pélvico, e, # ampolar

 

Obs.: a vasectomia se procede ao nível do epidídimo- testicular ou funicular.

 

Funículo ou Cordão Espermático

 

- Formado pelo conjunto de estruturas que acompanham os testículos, na descida da cavidade abdominal até a bolsa escrotal;

 

- Formado por: # ducto deferente; # artéria e veia deferencial, # artéria testicular, # plexo venoso pampiniforme, # vasos linfáticos, e, # nervos autônomos.

 

- Esses elementos são envoltos pelo músculo cremaster , fáscia cremastérica e fáscias espermáticas externa e interna.

 

Obs.: a varicocele é originada da dilatação varicosa do plexo venoso pampiniforme.

 

Ductos Ejaculatórios

 

- Formam-se logo acima da base da próstata pela união dos ductos das vesículas seminais com as extremidades dos ductos deferentes;

 

- Situa-se quase totalmente no interior da próstata ;

 

- Fazem o trajeto ântero-inferior através da próstata;

 

- Possuem as paredes extremamente finas.

 

Vesículas (Glândulas) Seminais

 

- Têm aproximadamente tamanho e forma do dedo mínimo;

 

- São bolsas lobuladas em “fundo cego”;

 

- Situam-se ao fundo da bexiga urinária

 

- Formadas por um tubo enovelado sobre si mesmo, formando vários divertículos irregulares;

 

- As extremidades superiores são arredondadas e sentido póstero-súpero-lateral;

 

- As extremidades inferiores são afiladas e formam os ductos das vesículas seminais;

 

Glândulas Bulbo-uretrais

 

- São do tamanho de uma ervilha;

 

- Situam-se súpero-lateralmente ao bulbo do pênis;

 

- Seus ductos excretores abrem-se na luz da uretra peniana por diminutos forames;

 

Próstata

 

- Abraça a uretra masculina após a sua emergência da bexiga;

 

- Superiormente encontramos a bexiga, e, o períneo inferiormente; o púbis na anterior ,e, o reto na posterior;

 

- É revestida por uma cápsula fibro- muscular;

 

- Dividi-se nos lóbulos: direito, esquerdo e médio;

 

- Secreta um líquido leitoso e alcalino;

 

- Tende a hipertrofia com o passar dos anos, isto leva a transtornos na micção

 

Pênis

 

- Órgão de cúpula masculino;

 

- Constituído por estruturas eréteis, que retém sangue;esta retenção é regulada por um sistema valvular especifico;

 

- As massas de tecido erétil são os corpos cavernosos e corpo esponjoso;

 

- A expansão cônica do pênis é a glande do pênis;

 

- A base da glande é alongada e projeta-se para trás formando a coroa da glande;

 

- A glande na sua parte anterior apresenta-se perfurada pelo óstio uretral externo;

 

- O corpo esponjoso apresenta uma dilatação proximal chamada bulbo do pênis;

 

- Os corpos cavernosos separam-se na sua extremidade proximal e fixam a nível dos ramos ísquio-pubianos;

 

Envoltórios do Pênis:

 

- Nas proximidades da coroa da glande encontramos o prepúcio,uma prega circula de pele fina e elástica;

 

- Ventralmente há uma prega longitudinal, que, denominamos rafe do pênis que é continua com a rafe do escroto;

 

- De fora para dentro temos: # fáscia superficial, # fáscia profunda, #albugínea dos corpos cavernosos, e, #albugínea do corpo esponjoso.

 

A albugínea dos corpos cavernosos apresenta duas camadas:

 

1) a mais superficial envolve os dois corpo cavernosos em conjunto;

 

2) a mais profunda, envolve isoladamente cada ramo o que originará o septo do pênis;

 

- O septo do pênis é contínuo e espesso na raiz e descontínuo na extremidade livre, que denominamos septo pectiniforme;

 

Bolsa Escrotal

 

- É uma bolsa cutâneo-muscular, situada inferiormente ao pênis e a sínfise pubiana;

 

- Contém os testículos epidídimos e a parte distal do funículos espermáticos;

 

- Desenvolve-se a partir de evaginação da pele da parede abdominal anterior denominada de eminescências lábio-escrotais;

 

- Estas, vão fundir-se para formar a bolsa escrotal;

 

- Sua formação bilateral é bem evidenciada pela rafe escrotal mediana;

 

- Esta irá continuar anteriormente com a rafe do pênis e posteriormente ao longo da linha mediana do períneo até o ânus;

 

- Internamente o saco escrotal está divido em duas câmaras por um septo escrotal;

 

- Cada câmara aloja um testículo, um epidídimo e parte do funículo espermático;

 

- A pele que o envolve é delgada, hiperpigmentada,apresenta pêlos, glândulas sudoríparas e sebáceas;

 

- A fáscia superficial contém uma fina camada de musculatura lisa, que envia um prolongamento ântero-posterior que forma o septo do escroto e separa os testículos;

 

- A temperatura testicular é regulada pela túnica cremastérica, que é constituída pelo músculo cremaster.

 

Uretra Masculina

 

- Tem em média 20cm de comprimento;

 

- Inicia-se no óstio uretral interno na bexiga e termina no óstio uretral externo ao nível da glande;

 

- Durante este trajeto divide-se em três segmentos: # uretra prostática, # uretra membranosa, # uretra esponjosa

 

Uretra prostática:

 

1) tem como limites a base e o ápice da próstata e comprimento médio de 3cm;

 

2) a parede anterior é lisa e a posterior tem um relevo mediano longitudinal, a crista uretral;

 

3) lateralmente encontramos uma depressão, o seio prostático(local de desembocadura dos inúmeros ductos prostáticos);

 

4) a porção média da crista uretral(colículo seminal) encontramos o utrículo prostático e os óstios dos dois ductos ejaculatórios;

 

Uretra membranosa:

 

1) menor segmento da uretra masculina, tem aprox. 2cm de comp.;

 

2) estende-se pelo vértice da próstata ao bulbo do pênis;

 

3) Neste trajeto atravessa o músculo esfíncter da uretra e a membrana do períneo;

 

Uretra esponjosa:

 

1) É a maior porção,com cerca de 15cm de comp.;

 

2) Inicia-se no bulbo do pênis e termina ao nível do meato uretral externo, localizado na extremidade da glande;

 

3) Atravessa todo o corpo esponjoso, e, antes de chegar ao óstio uretral externo, apresenta uma dilatação, a fossa navicular;

www.colaweb.com

 

As plantas são seres pluricelulares e eucariontes. Nesses aspectos elas são semelhantes aos animais e a muitos tipos de fungos; entretanto, têm uma característica que as distingue desses seres - são autotróficas. Como já vimos, seres autotróficos são aqueles que produzem o próprio alimento pelo processo da fotossíntese.

 

Utilizando a luz, ou seja, a energia luminosa, as plantas produzem a glicose, matéria orgânica formada a partir da água e do gás carbônico que obtêm do alimento, e liberam o gás oxigênio.

 

As plantas, juntamente com outros seres fotossintetizantes, são produtoras de matéria orgânica que nutre a maioria dos seres vivos da Terra, atuando na base das cadeias alimentares. Ao fornecer o gás oxigênio ao ambiente, as plantas também contribuem para a manutenção da vida dos seres que, assim como elas próprias, utilizam esse gás na respiração. As plantas conquistaram quase todos os ambientes da superfície da Terra.

 

Segundo a hipótese mais aceita, elas evoluíram a partir de ancestrais protistas. Provavelmente, esses ancestrais seriam tipos de algas pertencentes ao grupo dos protistas que se desenvolveram na água. Foram observadas semelhanças entre alguns tipos de clorofila que existem tanto nas algas verdes como nas plantas.

 

 

A partir dessas e de outras semelhanças, supõe-se que as algas verdes aquáticas são ancestrais diretas das plantas.

 

Há cerca de 500 milhões de anos, as plantas iniciaram a ocupação do ambiente terrestre. Este ambiente oferece às plantas vantagens como: maior facilidade na captação da luz, já que ela não chega às grandes profundidades da água, e facilidade da troca de gases, devido à maior concentração de gás carbônico e gás oxigênio na atmosfera. Esses fatores são importantes no processo da respiração e da fotossíntese.

 

Mas e quanto a presença da água, tão necessária à vida?

 

Ao compararmos o ambiente terrestre com o ambiente aquático, verificamos que no terrestre a quantidade de água sob a forma líquida é bem menor e também que a maior parte dela está acumulada no interior do solo.

 

Como, então, as plantas sobrevivem no ambiente terrestre? Isso é possível porque elas apresentam adaptações que lhes possibilitam desenvolver no ambiente terrestre e ocupá-lo eficientemente. As plantas adaptadas ao ambiente terrestre apresentam, por exemplo, estruturas que permitem a absorção de água presente no solo e outras estruturas que impedem a perda excessiva se água. Veremos mais adiante como isso ocorre.

 

Devemos lembrar que alguns grupos de plantas continuaram sobrevivendo em ambiente aquático.

Classificação das plantas

 

As plantas cobrem boa parte dos ambientes terrestres do planeta. Vistas em conjunto, como nesta foto, parecem todas iguais. Mas na realidade existem vários tipos de planta e elas ocupam os mais diversos ambientes.

 

 

Você já sabe que para classificar, ou seja, organizar diversos objetos ou seres em diferentes grupos, é preciso determinar os critérios através dos quais identificaremos as semelhanças e as diferenças entre eles.

 

Vamos ver agora como as plantas podem ser classificadas.

 

O reino das plantas é constituído de organismos pluricelulares, eucariontes, autótrofos fotossintetizantes.

 

É necessário definir outros critérios que possibilitem a classificação das plantas para organizá-las em grupos menos abrangentes que o reino.

 

Em geral, os cientistas consideram como critérios importantes:

 

* a característica da planta ser vascular ou avascular, isto é, a presença ou não de vasos condutores de água e sais minerais (seiva bruta) e matéria orgânica (a seiva elaborada);

* ter ou não estruturas reprodutoras (semente, fruto e flor) ou ausência delas.

 

Os nomes dos grupos de plantas

 

* Criptógama: palavra composta por cripto, que significa escondido, e gama, cujo significado está relacionado a gameta (estrutura reprodutiva). Esta palavra significa, portanto, "planta que tem estrutura reprodutiva escondida". Ou seja, sem semente.

* Fanerógama: palavra composta por fanero, que significa visível, e por gama, relativo a gameta. Esta palavra significa, portanto, "planta que tem a estrutura reprodutiva visível". São plantas que possuem semente.

* Gimnosperma: palavra composta por gimmno, que significa descoberta, e sperma, semente. Esta palavra significa, portanto, "planta com semente a descoberto" ou "semente nua".

* Angiosperma: palavra composta por angion, que significa vaso (que neste caso é o fruto) e sperma, semente. A palavra significa, "planta com semente guardada no interior do fruto".

 

Classificação das briófitas

 

As briófitas mais conhecidas são as hepáticas e os musgos. As hepáticas são tanto aquáticas quento terrestres e seu talo é uma lâmina extremamente delgada. Seu talo lembra muito um vegetal superior: apresenta-se ereto, crescendo a partir do solo.

 

 

Hepáticas

 

 

 

Nos musgos, como, aliás, em todas as briófitas, há duas gerações adultas somáticas com aspectos totalmente diferentes e que se alternam em um ciclo reprodutivo (gametófito e o esporófito).

Importância dos musgos

 

Apesar do aspecto modesto, os musgos têm grande importância para os ecossistemas. Juntamente com os liquens, os musgos foram as primeiras plantas a crescer sobre rochas, as quais desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, permitem que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí seu importante papel nas primeiras etapas de formação dos solos.

Briofitas - Plantas sem vasos condutores

 

 

 

Essa divisão compreende vegetais terrestres com morfologia bastante simples, conhecidos popularmente como "musgos" ou "hepáticas".

 

São organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares, enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os demais grupos de plantas terrestres.

 

 

 

Ocorrência

 

As briófitas são características de ambientes terrestre úmidos, embora algumas apresentem adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização, por exemplo, de rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. Apresenta-se, entretanto sempre dependentes da água, ao menos para o deslocamento do anterozoide flagelado até a oosfera.

 

Esta Divisão não possui representantes marinhos.

 

 

Morfologia

 

As briófitas são plantas avasculares de pequeno porte que possuem muitos e pequenos cloroplastos em suas células. O tamanho das briófitas está relacionado à ausência de vasos condutores, chegando no máximo a 10 cm em ambientes extremamente úmidos. A evaporação remove consideravelmente a quantidade de água para o meio aéreo. A reposição por absorção é um processo lento. O transporte de água ao longo do corpo desses vegetais ocorre por difusão de célula a célula, já que não há vasos condutores e, portanto, é lento.

Reprodução

O ciclo haplodiplobionte nos musgos

 

Nos musgos e em todas as briófitas, a metagênese envolve a alternância de duas gerações diferentes na forma e no tamanho. Os gametófitos, verdes, são de sexos separados e duram mais que os esporófitos.

 

Existem órgãos especializados na produção de gametas chamados gametângios e que ficam localizados no ápice dos gametófitos. O gametângio masculino é o anterídio e seus gametas, os anterozoides. O gametângio feminino é o arquegônio que produz apenas um gameta feminino, a oosfera.

 

Para ocorrer o encontro dos gametas é preciso, inicialmente, que os anterozoides saiam dos anterídios. Gotículas de água do ambiente que caem nos anterídios libertam os gametas masculinos. Deslocando-se na água, os anterozoides entram no arquegônio e apenas um deles fecunda a oosfera. Forma-se o zigoto que, dividindo-se inúmeras vezes, origina o embrião. Este, no interior do arquegônio, cresce e forma o esporófito.

 

 

O jovem esporófito, no seu crescimento, rompe o arquegônio e carrega em sua ponta dilatada um pedaço rompido do arquegônio, em forma de "boné", conhecido como caliptra. Já como adulto, o esporófito, apoiado no gametófito feminino, é formado por uma haste e, na ponta, uma cápsula (que é um esporângio) dilatada, dotada de uma tampa, coberta pela caliptra.

 

No esporângio células 2n sofrem meiose e originam esporos haploides. Para serem liberados, é preciso inicialmente que a caliptra seque e caia. A seguir, cai a tampa do esporângio. Em tempo seco e, preferencialmente, com vento os esporos são liberados e dispersam-se. Caindo em locais úmidos, cada esporo germina e origina um filamento semelhante a uma alga, o protonema. Do protonema, brotam alguns musgos, todos idênticos geneticamente e do mesmo sexo. Outro protonema, formado a partir de outro esporo, originará gametófitos do outro sexo e, assim, completa-se o ciclo. Note que a determinação do sexo ocorre, então, já na formação dos esporos.

 

Pteridófitas

 

 

 

Samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas são alguns dos exemplos mais conhecidos de plantas do grupo das pateridófitas. A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe como as folhas em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição de um feto humano no útero materno.

 

 

 

 

Antes da invenção das esponjas de aço e de outros produtos, pteridófitas como a "cavalinha", cujo aspecto lembra a cauda de um cavalo e tem folhas muito ásperas, foram muito utilizadas como instrumento de limpeza. No Brasil, os brotos da samambaia-das-roças ou feto-águia, conhecido como alimento na forma de guisados.

 

Atualmente, a importância das pteridófitas para o interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados com samambaias e avencas, entre outros exemplos.

 

Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes. Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado. Além disso, os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres.

 

 

 

O corpo das pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos.

 

A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vive preferencialmente em locais úmidos e sombreados.

Xaxin

 

 

 

Pteridófitas mais conhecidas

 

Cavalinha: porte pequeno, caule subterrâneo e que formam ramos eretos que lembram vagamente um caule de cana-de-açúcar com cerca de 1 cm de diâmetro. Folhas em forma de fios, agrupadas em feixes, emergem do caule e lembram uma cauda de cavalo (veja foto acima).

 

Selaginela: erroneamente vendida como musgo nas floriculturas. Folhas miúdas que saem do caule cilíndrico bem fino.

 

Licopódio: caule subterrâneo e que dá ramos aéreos eretos dos quais saem folhas bem menores que as da selaginela. É comum formarem-se "buquês" de rosa acompanhados de ramos de licopódios.

Samambaias: as pteridófitas mais modernas são popularmente conhecidas como samambaias e pertencem à classe das filícíneas. Incluem as rendas portuguesas, as avencas, os xaxins, as samambaias de metro etc. Na maioria delas, o caule subterrâneo, chamado rizoma, forma folhas aéreas. No xaxim o caule é aéreo e estéreo e pode atingir cerca de 2 a 3 metros. As folhas são muitas vezes longas, apresentam divisões (folíolos) e crescem em comprimento pelas pontas, que são enroladas, lembrando a posição do feto no interior do útero. Na época de reprodução, os folíolos ficam férteis e neles surgem pontos escuros, os soros, verdadeiras unidades de reprodução.

Gimnospermas

 

 

 

As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma: 'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes.

 

As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas.

 

Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos.

 

 

Reprodução das gimnospermas

 

Vamos usar o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) como modelo para explicar a reprodução das gimnospermas. Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta.

 

Cones ou estróbilos

 

 

O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo.

 

Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático.

 

No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto.

 

Este, por sua vez, se desenvolve, originando um embrião. À medida que o embrião se forma, o óvulo se transforma em semente, estrutura que contém e protege o embrião

 

 

Nos pinheiros, as sementes são chamadas pinhões. Uma vez formados os pinhões, o cone feminino passa a ser chamado pinha. Se espalhadas na natureza por algum agente disseminador, as sementes podem germinar. Ao germinar, cada semente origina uma nova planta.

 

A semente pode ser entendida como uma espécie de "fortaleza biológica", que abriga e protege o embrião contra desidratação, calor, frio e ação de certos parasitas. Além disso, as sementes armazenam reservas nutritivas, que alimentam o embrião e garantem o seu desenvolvimento até que as primeiras folhas sejam formadas. A partir daí, a nova planta fabrica seu próprio alimento pela fotossíntese.

A pinha e a semente (pinhão) da Araucária

Angiospermas

 

 

 

Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas - desse total, mais de 250 mil são angiospermas.

 

A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente'. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae ou Metaphyta.

 

 

 

Flores e frutos: aquisições evolutivas

 

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas "novidades": as flores e os frutos.

A flor e o fruto do maracujá

 

 

 

As flores podem ser vistosas tanto pelo colorido quanto pela forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado - o néctar - que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm peças coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.

 

Coloridas e perfumadas ou não, é das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos.

As partes da flor

 

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:

 

* pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.

* receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

 

Órgãos de proteção

 

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.

 

* cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado.

* corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.

 

 

 

Órgãos de reprodução

 

folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.

 

* androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);

* gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

 

 

 

Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que os utiliza como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

Os dois grandes grupos de angiospermas

 

 

 

As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.

 

São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas.

 

São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.

 

 

 

Monocotiledôneas e dicotiledôneas: algumas diferenças

 

Entre as angiospermas, verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes.

 

Raízes fasciculadas - Também chamadas raízes em cabeleira, elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto. Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.

 

 

Raízes pivotantes - Também chamadas raízes axiais, elas formam na planta uma raiz principal, geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo; da raiz principal partem raízes laterais, que também se ramificam. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas.

 

 

 

Raiz fasciculada e pivotante, respectivamente.

 

 

 

 

 

Em geral, nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada.

 

Folhas paralelinérveas - São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si.

 

Folhas reticuladas - Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. As nervuras se ramificam, formando uma espécie de rede.

 

 

 

Existem outras diferenças entre monocotiledôneas e dicotiledôneas, mas vamos destacar apenas a responsável pela denominação dos dois grupos.

 

O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. O cotilédone é uma folha modificada, associada a nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta.

* Sementes de monocotiledôneas. Nesse tipo de semente, como a do milho, existe um único cotilédone; daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas (do grego mónos: 'um', 'único'). As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas numa região denominada endosperma. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento.

* Sementes de dicotiledôneas. Nesse tipo de semente, como o feijão, existem dois cotilédones - o que justifica o nome do grupo, dicotiledôneas (do grego dís: 'dois'). O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas; os dois cotilédones, então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião.

 

 

 

Resumo: Monocotiledôneas vs Dicotiledôneas

 

MONOCOTILEDÔNEAS

 

DICOTILEDÔNEAS

raiz

 

fasciculada (“cabeleira”)

 

pivotante ou axial (principal)

caule

 

em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo)

 

em geral, com crescimento em espessura (tronco)

distribuição de vasos no caule

 

feixes líbero-lenhosos “espalhados”(distribuição atactostélica = irregular)

 

feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo (distribuição eustélica = regular)

folha

 

invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia.

 

peciolada: bainha reduzida; pecíolo; nervuras reticuladas ou peninérvias.

Flor

 

trímera (3 elementos ou múltiplos)

 

dímera, tetrâmera ou pentâmera

embrião

 

um cotilédone

 

2 cotilédones

exemplos

 

bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.

 

eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

 

www.sobiologia.com.br

Trata-se do sistema formado pelo conjunto de estruturas responsáveis por:

 

- Reprodução da espécie humana (gameta sexual masculino);

 

- Caracteres sexuais masculinos primários (genitália externa);

 

- Caracteres sexuais masculinos secundários (voz, quantidade e distribuição de pêlos,massa muscular, peso corpóreo,etc.).

 

Possui componentes pares e ímpares

 

 

Testículos

 

- São glândulas reprodutoras masculinas;

 

- Localiza-se no interior da bolsa escrotal, no sentido ântero-ínfero-medial;

 

- Na morfologia externa encontramos os pólos superior e o inferior; bordas anterior e a posterior; e, faces medial e lateral.

 

- Em média tem as dimensões: 5cm de comprimento; 2cm de largura, 3cm de espessura, além do peso de 12 gramas;

 

- São revestidas por uma túnica branco-azulada (albugínea testicular);

 

- Esta, forma na porção média da borda posterior (mediastino testicular);

 

- Daí vão partir septos para o interior do estroma testicular, dividindo-o em pequenas lojas de formato piramidal (lóbulos testiculares);

 

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

 

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

 

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

 

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

 

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

 

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

 

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

 

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

 

- Produzem espermatozóides e hormônios;

 

- Os espermatozóides originam-se das espermatogônias (células situadas nas camadas mais externas dos túbulos seminíferos contorcidos);

 

- Os hormônios masculinos provém de aglomerados de células (células intersticiais), localizadas no tecido conjuntivo frouxo entre os dutos seminíferos.

 

Epidídimo

 

- Alongados e em forma de “C”,curvado sobre o pólo superior e a borda posterior do testículo;

 

- A parte mais anterior e superior é dilatada e representa a cabeça do epidídimo, que se relaciona inferiormente com o pólo superior do testículo;

 

- O corpo do epidídimo, trata-se da porção mais longa e que mantém relação com com a borda posterior do testículo ;

 

- A cauda do epidídimo e a extremidade mais inferior e afilada.

 

- Na porção caudal o ducto do epidídimo aumenta de espessura e diâmetro,e, continua-se com o ducto deferente.

 

- É a primeira estrutura de dutos que transportam espermatozóides;

 

- Sua musculatura lisa se contrai quando há a ejaculação.

 

Ductos Deferentes

 

- Trata-se da continuação do ducto do epidídimo;

 

- Termina quando une-se com o ducto da vesícula seminal;

 

- Tem caráter cordoniforme; tem uma camada muscular bastante espessa;

 

- Desde a cauda do epidídimo até o ducto da vesícula seminal dividi-se em epidídimo:

 

# testicular, # funicular, # inguinal, # pélvico, e, # ampolar

 

Obs.: a vasectomia se procede ao nível do epidídimo- testicular ou funicular.

 

Funículo ou Cordão Espermático

 

- Formado pelo conjunto de estruturas que acompanham os testículos, na descida da cavidade abdominal até a bolsa escrotal;

 

- Formado por: # ducto deferente; # artéria e veia deferencial, # artéria testicular, # plexo venoso pampiniforme, # vasos linfáticos, e, # nervos autônomos.

 

- Esses elementos são envoltos pelo músculo cremaster , fáscia cremastérica e fáscias espermáticas externa e interna.

 

Obs.: a varicocele é originada da dilatação varicosa do plexo venoso pampiniforme.

 

Ductos Ejaculatórios

 

- Formam-se logo acima da base da próstata pela união dos ductos das vesículas seminais com as extremidades dos ductos deferentes;

 

- Situa-se quase totalmente no interior da próstata ;

 

- Fazem o trajeto ântero-inferior através da próstata;

 

- Possuem as paredes extremamente finas.

 

Vesículas (Glândulas) Seminais

 

- Têm aproximadamente tamanho e forma do dedo mínimo;

 

- São bolsas lobuladas em “fundo cego”;

 

- Situam-se ao fundo da bexiga urinária

 

- Formadas por um tubo enovelado sobre si mesmo, formando vários divertículos irregulares;

 

- As extremidades superiores são arredondadas e sentido póstero-súpero-lateral;

 

- As extremidades inferiores são afiladas e formam os ductos das vesículas seminais;

 

Glândulas Bulbo-uretrais

 

- São do tamanho de uma ervilha;

 

- Situam-se súpero-lateralmente ao bulbo do pênis;

 

- Seus ductos excretores abrem-se na luz da uretra peniana por diminutos forames;

 

Próstata

 

- Abraça a uretra masculina após a sua emergência da bexiga;

 

- Superiormente encontramos a bexiga, e, o períneo inferiormente; o púbis na anterior ,e, o reto na posterior;

 

- É revestida por uma cápsula fibro- muscular;

 

- Dividi-se nos lóbulos: direito, esquerdo e médio;

 

- Secreta um líquido leitoso e alcalino;

 

- Tende a hipertrofia com o passar dos anos, isto leva a transtornos na micção

 

Pênis

 

- Órgão de cúpula masculino;

 

- Constituído por estruturas eréteis, que retém sangue;esta retenção é regulada por um sistema valvular especifico;

 

- As massas de tecido erétil são os corpos cavernosos e corpo esponjoso;

 

- A expansão cônica do pênis é a glande do pênis;

 

- A base da glande é alongada e projeta-se para trás formando a coroa da glande;

 

- A glande na sua parte anterior apresenta-se perfurada pelo óstio uretral externo;

 

- O corpo esponjoso apresenta uma dilatação proximal chamada bulbo do pênis;

 

- Os corpos cavernosos separam-se na sua extremidade proximal e fixam a nível dos ramos ísquio-pubianos;

 

Envoltórios do Pênis:

 

- Nas proximidades da coroa da glande encontramos o prepúcio,uma prega circula de pele fina e elástica;

 

- Ventralmente há uma prega longitudinal, que, denominamos rafe do pênis que é continua com a rafe do escroto;

 

- De fora para dentro temos: # fáscia superficial, # fáscia profunda, #albugínea dos corpos cavernosos, e, #albugínea do corpo esponjoso.

 

A albugínea dos corpos cavernosos apresenta duas camadas:

 

1) a mais superficial envolve os dois corpo cavernosos em conjunto;

 

2) a mais profunda, envolve isoladamente cada ramo o que originará o septo do pênis;

 

- O septo do pênis é contínuo e espesso na raiz e descontínuo na extremidade livre, que denominamos septo pectiniforme;

 

Bolsa Escrotal

 

- É uma bolsa cutâneo-muscular, situada inferiormente ao pênis e a sínfise pubiana;

 

- Contém os testículos epidídimos e a parte distal do funículos espermáticos;

 

- Desenvolve-se a partir de evaginação da pele da parede abdominal anterior denominada de eminescências lábio-escrotais;

 

- Estas, vão fundir-se para formar a bolsa escrotal;

 

- Sua formação bilateral é bem evidenciada pela rafe escrotal mediana;

 

- Esta irá continuar anteriormente com a rafe do pênis e posteriormente ao longo da linha mediana do períneo até o ânus;

 

- Internamente o saco escrotal está divido em duas câmaras por um septo escrotal;

 

- Cada câmara aloja um testículo, um epidídimo e parte do funículo espermático;

 

- A pele que o envolve é delgada, hiperpigmentada,apresenta pêlos, glândulas sudoríparas e sebáceas;

 

- A fáscia superficial contém uma fina camada de musculatura lisa, que envia um prolongamento ântero-posterior que forma o septo do escroto e separa os testículos;

 

- A temperatura testicular é regulada pela túnica cremastérica, que é constituída pelo músculo cremaster.

 

Uretra Masculina

 

- Tem em média 20cm de comprimento;

 

- Inicia-se no óstio uretral interno na bexiga e termina no óstio uretral externo ao nível da glande;

 

- Durante este trajeto divide-se em três segmentos: # uretra prostática, # uretra membranosa, # uretra esponjosa

 

Uretra prostática:

 

1) tem como limites a base e o ápice da próstata e comprimento médio de 3cm;

 

2) a parede anterior é lisa e a posterior tem um relevo mediano longitudinal, a crista uretral;

 

3) lateralmente encontramos uma depressão, o seio prostático(local de desembocadura dos inúmeros ductos prostáticos);

 

4) a porção média da crista uretral(colículo seminal) encontramos o utrículo prostático e os óstios dos dois ductos ejaculatórios;

 

Uretra membranosa:

 

1) menor segmento da uretra masculina, tem aprox. 2cm de comp.;

 

2) estende-se pelo vértice da próstata ao bulbo do pênis;

 

3) Neste trajeto atravessa o músculo esfíncter da uretra e a membrana do períneo;

 

Uretra esponjosa:

 

1) É a maior porção,com cerca de 15cm de comp.;

 

2) Inicia-se no bulbo do pênis e termina ao nível do meato uretral externo, localizado na extremidade da glande;

 

3) Atravessa todo o corpo esponjoso, e, antes de chegar ao óstio uretral externo, apresenta uma dilatação, a fossa navicular;

www.colaweb.com

A raiz é imprescindível à planta, haja vista que além de fixar ela absorve do solo os nutrientes necessários à sobrevivência do vegetal. Porém há outra função importante que é fazer reserva de nutrientes, como no caso dos tubérculos.

 

Nos vegetais sem sementes (as pteridófitas) as raízes se desenvolvem ainda nos primeiros estágios do crescimento do esporófito. Já nos vegetais com sementes (as espermatófitas) as raízes tem origem ainda no embrião. Neste último caso, a radícula é o primeiro órgão a se desenvolver no instante em que há a germinação da semente. Porém esta radícula trilha caminhos diferentes quando trata-se de Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.

 

Lembrando que o grupo dos vegetais que apresentam flores pode ter um ou mais cotilédones no embrião (semente). Se possui um cotilédone denomina-se Monocotiledônea, se possui mais de um denomina-se “Dicotiledônea”. A radícula se degenera e todas as raízes brotam a partir da base do caule no caso das Monocotiledôneas, já nas Dicotiledôneas a radícula se torna a raiz principal, da qual o sistema radicular se deriva.

 

Podemos classificá-las basicamente quanto ao habitat: Subterrâneas, Aéreas e Aquáticas.

Raízes Subterrâneas

 

São raízes que ficam sob o solo e possuem várias formas, permitindo assim uma sub-classificação: axial ou pivotante, ramificada, fasciculada e tuberosa.

- Raiz Axial ou Pivotante

 

Neste tipo de raiz subterrânea, típica das dicotiledôneas, é possível detectar com clareza uma raiz principal distinta das raízes secundárias, como na ilustração abaixo:

Raiz Axial ou Pivotante

 

Raiz Axial ou Pivotante

- Raiz Ramificada

 

No tipo de raiz subterrânea ramificada não é possível detectar tão facilmente a raiz principal das outras raízes. Pois como já diz o próprio nome há uma ramificação secundária, terciária e assim sucessivamente, sempre a partir da raiz primária. Veja na figura abaixo:

Raiz Ramificada

- Raiz Fasciculada

 

Neste caso é impossível distinguir a raiz principal das demais raízes.

Raiz Fasciculada

- Raiz Tuberosa

 

A principal característica deste tipo de raiz é o acúmulo de reservas de nutrientes, sendo muito utilizada na nossa alimentação. Um exemplo clássico é a cenoura.

Cenoura

 

Cenoura

Raízes Aéreas

 

Essas raízes são visíveis, pois ficam sempre acima do solo. Há sub-grupos dessas raízes, são: estranguladoras, grampiformes ou aderentes, respiratórias ou pneumatóforos, suporte, sugadoras e tabulares ou sapopemas.

- Raiz Estranguladora

 

São raízes que, de certa forma, “abraçam” outro vegetal. Na maioria dos casos onde isto ocorre há a morte do hospedeiro.

- Raiz Grampiforme ou Aderente

 

Essas raízes são responsáveis por fixar a planta trepadora à um suporte. Veja na figura abaixo:

Raiz Grampiforme ou Aderente

- Raiz Respiratória ou Pneumatóforo

 

Esse tipo de raiz é responsável por auxiliar a respiração do vegetal, como já diz seu nome.

Raiz Respiratoria ou Pneumatóforo

- Raiz Suporte

 

Esta raiz auxilia no suporte do vegetal. É comum encontrarmos este tipo de raiz nos manguezais.

Raiz Suporte

- Raiz Sugadora

 

Este tipo de raiz adentra o corpo da planta hospedeira, de maneira a absorver todo ou parte do alimento do vegetal.

Raiz Sugadora

- Raiz Tubular ou Sapopema

 

São raízes grandes, bem desenvolvidas, que conferem estabilidade para planta.

Raiz Tubular ou Sapopema

 

Raiz Tubular ou Sapopema

Raízes Aquáticas

 

Como o próprio nome já traduz, esta raiz se desenvolve em plantas aquáticas. Diferindo das raízes subterrâneas, a função deste tipo de raiz não é fixar, mas apenas absorver os nutrientes flutuantes presentes na água.

 

Bibliografia:

 

VIDAL, Waldomiro Nunes & VIDAL, Maria Rosária Rodrigues (1990). Botânica organográfica: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. (3 ed.). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.

 

PETER H. RAVEN; RAY F. EVERT; SUSAN E. EICHHORN. (2007). Biologia Vegetal (7 ed.). Editora Guanabara Koogan.

 

http://marilia-araujo.blogspot.com/2009/08/botanica-parte-1.html

http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudo.asp?id=6335

http://web.rcts.pt/~pr1305/plantas_partes.htm

O pistilo é formado por uma ou mais folhas modificadas, que se fundem dando origem a uma porção basal dilatada, denominada ovário, e uma porção alongada, denominada estilete, cujo ápice é o estigma.

 

Nas angiospermas os óvulos possuem dois tegumentos, a primina e a secundina, havendo um orifício de passagem denominado micrópila.

 

No interior do megasporângio, forma-se o megásporo funcional (haplóide), que dá origem ao gametófito feminino no interior do óvulo: o saco embrionário. Este possui, próximo à micrópila, duas células laterais, as sinérgides e um central, a oosfera, que é gameta feminino; no polo oposto, há três células denominadas antípodas; no centro, há dois núcleos denominados núcleos polares, que se podem fundir, dando origem a um núcleo diplóide, o núcleo secundário do saco embrionário.

 

O saco embrionário, portanto, corresponde ao gametófito feminino. Nele não há formação de arquegônios, como ocorre nas gimnospermas, havendo diferenciação direta de uma oosfera (n), que é o gameta feminino.

 

Comparando-se então, o óvulo maduro de angiosperma com o de gimnosperma, verifica-se que nas angiospermas o óvulo é mais simples, possuindo um gametófito feminino ainda mais reduzido, formado por apenas oito células e que não apresenta diferenciação de arquegônios.

 

Após a polinização inicia-se a germinação do grão de pólen. Forma-se o tubo polínico que crescem penetrando no estilete em direção ao ovário. À medida que isto ocorre, a célula geradora e o núcleo da célula vegetativa (núcleo vegetativo) migram para o tubo polínico. A célula geradora sofre divisão mitótica e dá origem a dois núcleos espermáticos, que são os gametas masculinos.

 

 

O tubo polínico geralmente penetra no óvulo através da micrópila, sendo que o núcleo da célula vegetativa, ao entrar em contato com o saco embrionário, degenera-se. Um aspecto exclusivo das angiospermas é a dupla fecundação, pois em cada óvulo uma das células espermáticas funde-se com a oosfera, dando origem ao zigoto, que é, portanto, diplóide, e a outra funde-se com os núcleos polares, dando origem a um núcleo triplóide.

 

Após a fecundação, as sinérgides e as antípodas sofrem degeneração. O zigoto sofre várias divisões mitóticas, dando origem ao embrião, e o núcleo triplóide, também por divisões mitóticas, dá origem ao endosperma, tecido triplóide que muitas vezes acumula reservas nutritivas, utilizadas pelo embrião durante seu desenvolvimento.

 

Com o desenvolvimento do embrião, os tecidos do óvulo tornam-se desidratados e os envoltórios do óvulo, impermeáveis. Neste ponto, a estrutura toda assa a ser chamada de semente. Assim , a semente nada mais é do que o óvulo fecundado e desenvolvido.

 

Em algumas angiospermas, o endosperma é digerido pelo embrião antes de entrar em dormência. O endosperma digerido é transferido e armazenado geralmente nos colitédones, que se tornam, assim ricos em reservas nutritivas. Isto ocorre. Por exemplo, em feijões, ervilhas e amendoins.

 

As sementes que transferem as reservas do endosperma para os colitédones são denominadas sementes sem endosperma ou sementes sem albúmen. Nas sementes em que isto não ocorre, os cotilédones não contêm reservas nutritivas e as sementes são chamadas de sementes com albúmen ( ou endosperma) .

 

A semente, ao germinar, dá origem à planta jovem (plântula), que por sua vez dá origem à planta adulta.

 

Comparando-se as sementes de gimnospermas com as de angiospermas verifica-se que ambas apresentam:

 

• casca ou tegumento da semente, originada da diferenciação dos tegumentos do óvulo e que, portanto, é 2n;

 

• megasporângio reduzido (2n);

 

• tecido nutritivo denominado endosperma;

 

• embrião, que corresponde ao esporófito jovem e que, portanto, é 2n.

 

A diferença que se verifica é que o tecido nutritivo ou endosperma, nas gimnospermas, é um tecido haplóide que corresponde as gametófito feminino. Nas agiospermas, o endosperma é um tecido triplóide, que se forma após a fecundação e não corresponde ao gametófito feminino. É um tecido nutritivo especial.

 

O endosperma das gimnospermas é também chamado de endosperma primário (n) e o das angiospermas, de endosperma secundário (3n), pois este se forma após a fecundação.

 

À medida que a semente está-se formando, verifica-se, nas angiospermas, desenvolvimento da parede do ovário da flor e, em alguns casos, de estruturas associadas, dando origem ao fruto. O fruto é ovário desenvolvido.

 

 

Os pseudofrutos são os frutos que não são considerados pelo conceito botânico de fruto. É a parte comestível da planta que não é formado pelo ovário, mas sim pelo pedúnculo floral.

 

Existem três tipos de pseudofrutos:

 

Pseudofrutos simples – se origina do receptáculo de uma única flor, com apenas um carpelo. Que através de uma inchação envolve o todo o fruto ou parte dele. Alguns exemplos deste fruto é a maça e o caju.

 

Pseudofrutos múltiplos - se originam de vários carpelos de variadas flores. Formam-se a partir da inflorescência que dá origem a frutos variados. Desenvolvem-se agrupados por nascerem muito perto um do outro. Alguns exemplos deste fruto é o abacaxi e a amora e figo.

 

Pseudofruto composto – se origina de diversos ovários de uma mesma flor, e desenvolvem diversos frutos. Quando é fecundado o receptáculo se dilata, passando ser polposo e carnudo. O morango é u exemplo deste fruto.

 

 

A raiz é uma estrutura vegetal, que tem a função de fixar-se e absorver água e sais minerais do solo.

 

Tipos de sistemas radiculares:

 

Axial ou pivotante: caracterizam as dicotiledôneas tem apenas uma raiz primária e várias ramificações. Alguns exemplos é o feijão e os abacateiros.

 

Fasciculada: caracterizam as monocotiledôneas, possui diversas raízes que saem do mesmo ponto, ficando embaraçadas. Um exemplo é o milho.

 

Adventícias: surgem do caule e servem de suporte para as árvores. Ex: milho.

 

Tuberosas: Tem a função de órgãos de reserva. Ex: beterraba, cenoura.

 

Pneumatóforos: são encontradas em ambientes aquáticos e em solos estéreis, são apropriadas para captar oxigênio.

 

Sugadoras: sugam a seiva de outros vegetais.

 

Critérios de divisibilidade

 

Para alguns números como o dois, o três, o cinco e outros, existem regras que permitem verificar a divisibilidade sem se efetuar a divisão. Essas regras são chamadas de critérios de divisibilidade.

 

Divisibilidade por 2

Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja, quando ele é par.

 

Exemplos:

1) 5040 é divisível por 2, pois termina em 0.

2) 237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

 

Divisibilidade por 3

Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for divisível por 3.

 

Exemplo:

234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2+3+4=9, e como 9 é divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

 

Divisibilidade por 4

Um número é divisível por 4 quando termina em 00 ou quando o número formado pelos dois últimos algarismos da direita for divisível por 4.

 

Exemplo:

1800 é divisível por 4, pois termina em 00.

4116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.

1324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4.

3850 não é divisível por 4, pois não termina em 00 e 50 não é divisível por 4.

 

 

Divisibilidade por 5

Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.

 

Exemplos:

1) 55 é divisível por 5, pois termina em 5.

2) 90 é divisível por 5, pois termina em 0.

3) 87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

 

 

Divisibilidade por 6

Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3.

 

Exemplos:

1) 312 é divisível por 6, porque é divisível por 2 (par) e por 3 (soma: 6).

2) 5214 é divisível por 6, porque é divisível por 2 (par) e por 3 (soma: 12).

3) 716 não é divisível por 6, (é divisível por 2, mas não é divisível por 3).

4) 3405 não é divisível por 6 (é divisível por 3, mas não é divisível por 2).

 

 

Divisibilidade por 8

Um número é divisível por 8 quando termina em 000, ou quando o número formado pelos três últimos algarismos da direita for divisível por 8.

 

Exemplos:

1) 7000 é divisível por 8, pois termina em 000.

2) 56104 é divisível por 8, pois 104 é divisível por 8.

3) 61112 é divisível por 8, pois 112 é divisível por 8.

4) 78164 não é divisível por 8, pois 164 não é divisível por 8.

 

 

Divisibilidade por 9

Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for divisível por 9.

 

Exemplo:

2871 é divisível por 9, pois a soma de seus algarismos é igual a 2+8+7+1=18, e como 18 é divisível por 9, então 2871 é divisível por 9.

 

 

Divisibilidade por 10

Um número natural é divisível por 10 quando ele termina em 0.

 

Exemplos:

1) 4150 é divisível por 10, pois termina em 0.

2) 2106 não é divisível por 10, pois não termina em 0.

 

 

Divisibilidade por 11

Um número é divisível por 11 quando a diferença entre as somas dos valores absolutos dos algarismos de ordem ímpar e a dos de ordem par é divisível por 11.

 

O algarismo das unidades é de 1ª ordem, o das dezenas de 2ª ordem, o das centenas de 3ª ordem, e assim sucessivamente.

 

Exemplos:

1) 87549

Si (soma das ordens ímpares) = 9+5+8 = 22

Sp (soma das ordens pares) = 4+7 = 11

Si-Sp = 22-11 = 11

Como 11 é divisível por 11, então o número 87549 é divisível por 11.

 

2) 439087

Si (soma das ordens ímpares) = 7+0+3 = 10

Sp (soma das ordens pares) = 8+9+4 = 21

Si-Sp = 10-21

Como a subtração não pode ser realizada, acrescenta-se o menor múltiplo de 11 (diferente de zero) ao minuendo, para que a subtração possa ser realizada: 10+11 = 21. Então temos a subtração 21-21 = 0.

Como zero é divisível por 11, o número 439087 é divisível por 11.

 

 

Divisibilidade por 12

Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e por 4.

 

Exemplos:

1) 720 é divisível por 12, porque é divisível por 3 (soma=9) e por 4 (dois últimos algarismos, 20).

2) 870 não é divisível por 12 (é divisível por 3, mas não é divisível por 4).

3) 340 não é divisível por 12 (é divisível por 4, mas não é divisível por 3).

 

 

Divisibilidade por 15

Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e por 5.

 

Exemplos:

1) 105 é divisível por 15, porque é divisível por 3 (soma=6) e por 5 (termina em 5).

2) 324 não é divisível por 15 (é divisível por 3, mas não é divisível por 5).

3) 530 não é divisível por 15 (é divisível por 5, mas não é divisível por 3).

 

 

Divisibilidade por 25

Um número é divisível por 25 quando os dois algarismos finais forem 00, 25, 50 ou 75.

 

Exemplos:

200, 525, 850 e 975 são divisíveis por 25.

 

Antonio Carlos Carneiro Barroso

Extraido do somatematica

Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves

E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia

Professor Antonio Carlos carneiro Barroso

email accbarroso@hotmail.com

Extraído de http://www.alunosonline.com.br

Sistema ABO

Mariana Araguaia

 

 

Relação entre grupos sanguíneos e antígenos.

O sistema ABO é um dos sistemas de classificação dos grupos sanguíneos. Como envolve três tipos de alelos, IA, IB e i, na Genética falamos que se trata de um caso de polialelia (alelos múltiplos).Dependendo da combinação entre os alelos, indivíduos podem ter sangue do tipo A, B, AB ou O. O nome do grupo sanguíneo se refere ao fenótipo; já a combinação entre os alelos, é o genótipo:

- Sangue tipo A: genótipo IA IA ou IA i

- Sangue tipo B: genótipo IBIB ou IBi

- Sangue tipo AB: genótipo IAIB (ou IB IA)

- Sangue tipo O: genótipo ii

Os alelos IA e IB codificam antígenos, chamados aglutinogênios, presentes nas hemácias. Já no plasma, são encontrados anticorpos específicos, chamados aglutininas. Graças a eles, existe uma relação importante entre doadores e receptores de sangue.

Observe a tabela a seguir:

Fenótipo

Genótipo

Aglutinogênio

Aglutinina

Recebe de

Doa para

A

IA IA ou IA i

A

Anti-B

A e O

A e AB

B

IBIB ou IBi

B

Anti-A

B e O

B e AB

AB

IAIB (ou IB IA)

AB

-

AB, A, B e O

AB

O

ii

-

Anti-A e Anti-B

O

A, B, AB e O

 

Pela tabela, podemos inferir que as aglutininas anti-B não permitem que aqueles que as possuem recebam sangue que contenha o alelo IB (que contém o aglutinogênio B). Da mesma forma, aglutininas anti-A não permitem que aqueles que as possuem recebam sangue que contenha o alelo IA (que contém o aglutinogênio A). Isso porque, caso ocorra a transfusão incorreta, as hemácias do sangue recebido tendem a se aglutinar, formando aglomerados capazes de entupir vasos sanguíneos, atrapalhando a circulação.

 

Importante:

Além de analisar o sistema ABO, no caso de doações ou recepção de sangue, é necessário também analisar o fator Rh: outro sistema de classificação de grupos sanguíneos.